Arquivo de Outubro de 2007
Participantes da 19ª Assembléia
Bispos
Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques - Arcebispo
Dom José Luiz Ferreira Salles, C.Ss.R - Bispo Auxiliar
Vigários Episcopais
Pe. Reginaldo Guimarães Lima - Região Praia
Pe. Antônio Robério Martins de Queiroz - Região Serra
Pe. Arildo Silva Castro - Região Sertão
Pe. José Francisco de Sousa - Região Metropolitana 1
Pe. Francisco Adair Ramos de Abreu - Região Episcopal 2
Pe. Luís Fernando Martins Cabral, MSC - Região Episcopal 3
Mons. Antônio Souto Ribeiro da Silva - Vigário Geral da Arquidiocese
Assessores
Francisco Antônio Ferreira de Almeida
Maria Mônica Pimentel Pinto
Ir. Terezinha das Neves Cota, RC
Pe. Manfredo Araújo de Oliveira
Organismos e Articulações
Ana Lourdes de Freitas - CEBs
Alessandra Pereira da Silva - COMIDI
Francisco Silva Furtado - Articulação da Catequese
José Roberto Matos Cabral - CDPDH (Centro de Defesa)
Maria José de Oliveira - Conselho de Leigos
Maria Inês Viana Silva - Cáritas Arquidiocesana
Pe. Francisco Ivan de Souza - Coordenador de Pastoral
Pe. Alderi Leite de Araújo - Coordenador do Diaconato Permanente
Pe. Piter Mc Carthy, C.Ss.R - CRB - Núcleo Fortaleza
Pe. Antônio G. Medeiros Filho - Delegado da AEC
Delegados da Região Praia
Pe. Aldenor Bezerra Torres
Ir. Antônia Maria Alves de Sousa, IMSM
Pe. Antonio Aécio Estevão de Sousa
Elisbão Ribeiro Rodrigues
Pe. Francisco Macerlândio Teixeira Gomes
Ivonete Elias da Costa
Diác. Josieldo da Silva do Nascimento
Luiza Ferreira de Oliveira
Maria Erivan Ferreira da Silva
Maria Regiane Silvestre Muniz
Pe. Moacir Cordeiro Leite
Pe. Raimundo Nonato da Silva
Delegados da Região Serra
Pe. Antônio Raimundo de Souza Rodrigues
Francisco Dalber da Silva
Pe. Francisco Rodrigues de Souza
Iranilda Felipe dos Santos
Isabel Cristina
Pe. José Eudázio do Nascimento Cruz
Pe. José Maria Cavalcante Costa
Pe. Josileudo Queiroz Façanha
Pe. Luiz Alberto Chaves Freire
Pe. Marcos Antonio de Oliveira
Maria Neide de Castro Bezerra
Maria Pastora de Jesus Simeão Nascimento
Maria Tânia de Sousa Lopes
Rita Célia Silva Rodrigues
Delegados da Região Sertão
Ângela Maria Barroso da Silva
Antônio Fábio Uchoa Soares
Pe. Dimas Gonçalves Lima
Pe. Francisco das Chagas Soares Rodrigues
Pe. Francisco José dos Santos Chaves
Frei João Amilton dos Santos, OFM
Lucivângela Luz de Sousa
Maria Oscarina Marques Araújo
Selma Maria Ferreira
Delegados da Região Metropolitana 1
Pe. Clairton Alexandrino de Oliveira
Clara Maria França de Paula
Francisca de Carvalho Feitosa
Pe. Francisco Bezerra do Carmo
Pe. Francisco Geovane Saraiva Costa
João Albuquerque Rocha Filho
Pe. José Álvaro Campos Vieira
Joselita Maria de Castro
Maria do Socorro de Matos
Maria Elenise de Sousa Mesquita
Maria Inês Pinto Bessa
Maria José Colares Guerra
Onilda Carneiro de Azevedo
Pe. Raimundo Nonato de Oliveira Neto
Tiago Monteiro Sousa
Pe. Virgínio Asêncio Serpa
Delegados da Região Metropolitana 2
Alexandrina Maria do Nascimento Soares
Antonieta Oliveira Alves
Pe. Antônio Alves de Lima
Bruno Bergman Vasconcelos Carvalho
Daniela Carneiro Lopes
Pe. Edmilson Mendes Menezes
Pe. Emílio José Castelo Ferreira
Pe. Fernando Antônio Carvalho Costa
Pe. Flávio Lima da Silva, SDS
Francisca Irlia Alves Pessoa
Francisca Moreira Campos
Frei Francisco da Cruz Oliveira, OFMcap
Pe. Glailson William Ribeiro do Nascimento
Isabel Cristina Pereira Lima
Isaura Pereira da Silva
Pe. João (John) Keeling, C.Ss.R
Pe. João Bonifácio dos Santos, CM
Frei José Alberto Moreno Carrillo, OAR
José Eudásio Evelino Pinheiro
Pe. José Soares Teixeira
Pe. Manfred Knossalla
Manoel Lima de Oliveira
Pe. Marcos Mendes de Oliveira
Maria de Fátima Neris
Maria de Fátima Vasconcelos
Maria Eridan Rodrigues Queiroz
Maria Jucileide Vasconcelos Cronenberger
Marta Angelina de Carvalho
Pe. Miguel Batista de Morais Neto, SCJ
Pe. Rafhael Silva Maciel
Raimundo Renato Mesquita
Pe. Sebastião Sá Lima
Sônia Mara Gomes Costa
Pe. Tarcísio Pereira de Paiva, SCJ
Vera Lúcia Oliveira de Pontes
Pe. Watson Holanda Façanha
Delegados da Região Metropolitana 3
Ademir Alberto Brandão Gomes Lourenço
Pe. Agnaldo Gomes Batista, SDN
Aila Maria Luciano Pereira
Aila Maria Santos Lima
Alex de Brito Sátiro
Pe. Antônio Alves de Souza, MSC
Pe. Antônio Lauri Oliveira de Souza, CSJ
Pe. Carlos Alberto Monteiro de Andrade
Pe. Daniel Morais de Sousa
Darlyane Farias da Silva
Deusdeth Alves de Lima
Pe. Eduardo Fabrício Damasceno Cruz, INJ
Pe. Eliomar Ribeiro de Souza, SJ
Fernanda Gonçalves de Sousa
Francisca Soares Pérsico
Francisco Carlos Ferreira Lima
Pe. Francisco de Assis Filho
Francisco Laedilson Macedo do Nascimento
Pe. Gilson Marques Soares
Glaubércio Valentim da Silva
Pe. Jairo Gallego Salazar, CJM
Pe. João Bosco de Sousa Leite
José Cardoso Nunes
Pe. José Ferreira de Mesquita
Pe. Luiz Gonzaga Furtado Neto
Maria Socorro dos Santos
Pe. Oliveira Braga Rodrigues
Rozângela Severiano Paiva
Outros
Júlio César Pereira de Pontes - Delegado dos Seminaristas da Arquidiocese
Diác. Paulo Rodrigues da Silva - Diácono Permanente
Pe. Pietro Luiz Sartorel - Diretor do ICRE
Francisco Darthanan Ribeiro - Ecônomo da Arquidiocese
Vanda Martins Pereira - ESPAC
Teodoro Darc da Silveira - FAMEC (Fórum dos Mov.Eclesiais)
Mons. Francisco Manfredo Thomaz Ramos - ITEP
Francisco Vladimir Lima da Silva - Pastorais Sociais
Francisco Ernande Arcanjo Silva - Pastoral da Juventude
José Moreira - Pastoral Familiar
Oscarina Maria Silva Andrade - Pastoral Familiar
Andréa de Carvalho Blum - Pastoral Vocacional
Pe. Antônio Almir M. Oliveira - Reitor do Seminário de Filosofia
Pe. José Benício Nogueira - Reitor do Seminário Propedêutico
João Augusto Stascxak - Pelo Secretariado de Pastoral
Miguel Arcanjo Fernandes Brandão - Secretário Executivo
Pe. Francisco Antônio Francilêudo - Seminário Arquidiocesano de Teologia
Palavras de encerramento de Dom José Antonio Tosi Marques na 19ª Assembléia de Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza.
Dom José Antonio finalizou a Assembléia com palavras animadoras e agradecendo a Deus por conceder a sua graça. “Toda a graça de Deus em nos ajudar a chegarmos aqui com todo o esforço com uma só alma, um só espírito. A graça de nos dar luzes, clareza e estimulo para chegarmos a esses resultados. Quero também dar graças a Deus a todas as pessoas que são instrumentos e buscam ser Igreja”.
Dom José Antonio também agradeceu a todos aqueles e aquelas que serviram para termos uma boa Assembléia. Agradeceu, ainda, não só a quem contribui estando aqui, mas também àquelas pessoas que, mesmo em seus lugares, ajudaram de alguma forma no processo desta Assembléia. “Quero agradecer às pessoas que limparam o chão, os banheiros, as salas e preparou todo o bem estar da Assembléia”. E finalizou dizendo “Essa Assembléia não se encerra agora, pelo contrario, ela começa”.
A 19ª Assembléia de Pastoral concluiu seus trabalhos nesta manhã do dia 21, domingo, com o lançamento do decreto sobre Projeto do Dízimo para a Arquidiocese, realizado pelo senhor arcebispo, Dom José Antonio. Esse Projeto é resultado de vários anos de pesquisas e consultas durante dois anos.
Os participantes saem animados com as três prioridades assumidas a serem vivenciadas pelas paróquias, áreas pastorais, movimentos e pastorais: Formação – Missão – Família e Juventude.
A 19ª Assembléia de Pastoral foi realizada no Centro de Pastoral “Maria, Mãe da Igreja”. Na avaliação, os participantes avaliaram como positivo a realização da Assembléia aqui em Fortaleza.
OBJETIVO GERAL DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA
“Evangelizar a todos para construir comunidades que reafirmem sua adesão à pessoa e à missão de Jesus Cristo libertador, na sua paixão pelo pai e pelos pobres, edificando, a serviço do resgate da dignidade humana, numa igreja samaritana, em que todos sejam sujeitos de uma nova história, a caminho do Reino definitivo”.
Sem comentários »Acabaram de ser definidas as três prioridades para a ação Pastoral da Arquidiocese para os próximos anos.
Acabaram de ser definidas na 19ª Assembléia de Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza as três prioridades para a ação Pastoral da Arquidiocese para os próximos anos, são elas:
- Formação
- Missão
- Família e Juventude.
Os grupos nesse momento estão planejando as ações de cada prioridade.
A programação de amanhã dia 21 – Domingo, será:
08h00: Ofício da manhã
08h30: Apresentação das propostas de ação
09h30: Comunicações, avaliação
10h00: lanche
10h30: Promulgação do Projeto do Dízimo.
11h00: Celebração de encerramento da Assembléia.
11h30: Almoço de confraternização.
Contato: 3388.8703
Sem comentários »Aprovado o Novo Objetivo Geral da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Fortaleza
OBJETIVO GERAL DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA
Evangelizar a todos para construir comunidades que reafirmem sua adesão à pessoa e à missão de Jesus Cristo libertador, na sua paixão pelo Pai e pelos pobres, edificando, a serviço do resgate da dignidade humana, uma Igreja samaritana, em que todos sejam sujeitos de uma nova história, a caminho do Reino definitivo.
Sem comentários »Resumo da manhã - Dia 20.10.2007
Depois do momento inicial: acolhida, oração do dia, os participantes iniciaram as votações.
Nesse momento os participantes votam para a definição do OBJETIVO GERAL. Durante o dia de ontem a assembléia definiu continuar com o mesmo o objetivo anterior, porém, como emendas. As emendas foram trabalhadas nos grupos e hoje a equipe de secretaria – digitação, realizaram a síntese dos resultados e a assembléia votou sobre a mesma.
Logo mais daremos noticias sobre o resultado da votação.
Sem comentários »Apreciação de Pe. Almir sobre a Assembléia
BALANÇO DO PRIMEIRO DIA DA ASSEMBLÉIA
Pe. Almir Magalhães
Fazendo um ligeiro balanço do primeiro dia de nossa Assembléia Arquidiocesana de Pastoral, percebi um clima de muita maturidade e positividade.
Em primeiro lugar o destaque vai para o trabalho dos assessores como também das reações dos participantes; por este primeiro dia se deduz que paira uma atmosfera que aponta para um anelo de uma Igreja que precisa se renovar e que quer se comprometer com a vida.
Fato que merece destaque, é a sintonia que apareceu durante todo o dia com a Conferência de Aparecida e seu respectivo documento.
Esta relação com o referido documento, nos faz lembrar a necessidade de enfrentarmos o grande desafio da renovação eclesial, para que as grandes questões ontem levantadas possam ser assumidas. O Documento de Aparecida, não poucas vezes toca neste assunto; sobretudo quando reflete sobre a Paróquia:
- Para a sua renovação se exige a reformulação de suas estruturas (DA nº 172);
- Que a renovação das Paróquias exige atitudes novas dos párocos e dos sacerdotes que estão a serviço delas (DA, nº 201);
- Que uma Paróquia, comunidade de discípulos missionários, requer organismos que superem qualquer tipo de burocracia (DA, nº 203);
- Que a Igreja necessita de forte comoção que a impeça de se instalar na comodidade, no estancamento e na indiferença, à margem do sofrimento dos pobres do continente e que cada comunidade cristã se transforme num poderoso centro de irradiação da vida cristã e que esperamos um Novo Pentecostes que nos livre do cansaço, da desilusão, da acomodação ao ambiente (DA, nº 362)
- Que nenhuma comunidade deve isentar-se de entrar decididamente, com todas as forças, nos processos constantes de renovação missionária e de abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé. (DA, nº 365)
- Finalmente, a conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária. (DA, nº 370)
Sugiro:
1. Que se elabore um programa de renovação eclesial;
2. Criação de Vicariatos que extrapolem o territorial;
3. Socializar a experiência da Paróquia de Pajuçara, que tem uma expressiva caminhada como rede de comunidades (não como modelo, mas como experiência piloto)
Artigo sobre a Assembléia de Pastoral - Pe. Almir Magalhães
ASSEMBLÉIA ARQUIDIOCESANA DE PASTORAL
Pe. Almir Magalhães *
A complexidade da sociedade moderna, a emergência do mundo urbano com seus inúmeros desafios que, sem dúvida, repercutem na evangelização e desafiam a presença da Igreja no mundo, para que ela possa visibilizar o mais que puder o Reino de Deus, do qual ela é sacramento e instrumento, exigem cada vez mais que se dê a devida atenção ao Planejamento Pastoral Participativo.
É com este olhar que a Arquidiocese de Fortaleza realiza nestes dias (18 a 21.10.07), um evento importantíssimo, a sua 19ª. Assembléia Arquidiocesana de Pastoral, como parte de um longo processo participativo distribuído em três momentos (VER a realidade, JULGAR esta realidade com critérios emanados da Bíblia, do Magistério da Igreja, da reflexão teológica e da contribuição das ciências humanas e, na fase final destes dias, o AGIR, que recapitula os dois momentos anteriores, e define o Objetivo Geral e as Prioridades Pastorais que a Igreja de Fortaleza assumirá durante os próximos anos.
Referida Assembléia se reveste de grande importância.
Em primeiro lugar, é um instrumento de comunhão e participação, na medida em que tem uma identidade circular, pois reúne os membros da Igreja que estão mais comprometidos com a sua ação, para pensar e definir comunitariamente qual o rumo da Igreja por um determinado período.
Em segundo lugar, a Assembléia é convocada para recuperar, no atual contexto, a nossa grande utopia: o Projeto de Deus e o lugar da esperança num mundo marcado pela “pós-modernidade”, que diz não a qualquer perspectiva de futuro, a qualquer horizonte mais distante, e aposta no imediato. O que vale é o aqui e agora, a “ditadura do presente”. O Planejamento rompe com esta lógica e projeta um futuro desejável.
Em terceiro lugar, uma Assembléia como esta, com caráter eminentemente pastoral, tem a sua eficácia porque, ao definir o objetivo e escolher as prioridades, busca o que mais nos desafia na evangelização, no pastoreio. Com este planejamento afirmamos que nós, Igreja de Fortaleza, não estamos improvisando, sabemos o que queremos e, acima de tudo, se constrói comunitariamente um referencial comum a ser seguido por todos (Regiões Episcopais, Paróquias, Movimentos, Pastorais, Grupos, Associações e Novas Comunidades), além de ser conteúdo obrigatório de toda a Catequese. É evidente que se respeita a diversidade dos dons, distribuídos pelo Espírito Santo para a edificação da comunidade. Lembremos, no entanto, que o mesmo Espírito, que está na base da diversidade, é o grande artífice da unidade, da comunhão, da eclesialidade.
Por fim, vem um grande obstáculo! Parece que todo o esforço desprendido nesse processo, que se concretiza num programa de evangelização, ou seja, no Plano Pastoral, tem uma vocação - a gaveta. Muitos estudiosos do assunto já se debruçaram sobre esse aspecto tão negativo, que é o desprezo que se dá ao planejamento, e buscaram suas raízes. Acredito que na base de tudo estão o individualismo, conseqüentemente, a falta de senso de eclesialidade e, também, a ausência de mediações de monitoramento. Neste sentido, a responsabilidade é da Instituição e das instâncias responsáveis pelo processo de animação da Pastoral, em todos os níveis da Igreja.
Aqui temos duas opções: ou capitular diante do individualismo exacerbado da nossa sociedade, negando a tradição comunitária da nossa Igreja com fundamentação na TRINDADE, ou assumir esta tradição com toda sua autenticidade, negando o individualismo..Quando essa desvalorização do Planejamento e do Plano Pastoral acontece, cada um vai fazendo por si, com muito empenho e boa vontade, mas sem rumo, ao sabor do modismo, da improvisação, da repetição, ainda que se acredite na força de convocação da Igreja. O pior mesmo é quando se desconhece aquilo que foi construído com tanta dignidade.
Faço minhas as palavras do Pe. Agenor Brighenti: “Para crer no planejamento, é preciso que o comunitário seja mais forte que o individualismo”. Na Igreja, a arte do Planejamento vai além do seu aspecto puramente técnico. Baseia-se numa espiritualidade, numa mística, muito bem lembrada na Carta Apostólica NO INÍCIO DO NOVO MILÊNIO do Papa João Paulo II, quando trata da espiritualidade de comunhão, nº. 43: “Por fim espiritualidade da comunhão é saber ‘criar espaço’ para o irmão, levando ‘os fardos uns dos outros’ (Gl 6,2) e rejeitando as tentações egoísticas que sempre nos insidiam e geram competição, arrivismo, suspeitas, ciúmes. Não haja ilusões! Sem essa caminhada espiritual, de pouco servirão os instrumentos exteriores de comunhão. Revelar-se-iam mais como estruturas sem alma, máscaras de comunhão, do que como vias para a sua expressão e crescimento”.
Que nestes dias, estejamos atentos ao que o Espírito Santo diz à Igreja de Fortaleza.
* Pe. Almir Magalhães é Sacerdote da Arquidiocese de Fortaleza, Reitor do Seminário Arquidiocesano de Fortaleza – Filosofia.
Sem comentários »Resultado da consulta sobre o Objetivo Geral da Arquidiocese
Tendo em vista a avaliação do Objetivo Geral e das prioridades do atual Plano de Pastoral, os novos desafios sociais, os diferentes rostos ou modelos de igreja presentes na arquidiocese, os desejos de transformação social e eclesial, a necessidade de nos configurarmos à pessoa de Jesus Cristo, o Objetivo Geral da CNBB e o Objetivo Geral do Regional Nordeste I, também, as conclusões da V Conferência, em Aparecida, os participantes da Assembléia definiram hoje essa tarde que o objetivo Geral da Arquidiocese deve continuar, mas, com emendas.
Dos 150 delegados, que participam da assembléia, 125 pessoas votaram. 41 disseram que o Objetivo Geral deve continuar o mesmo, 69 disseram que deve continuar, mas, com emendas, 9 disseram que deve ser construído um novo e 6 expressaram que se deve acolher o Objetivo Geral do Regional da CNBB.
Depois disso houve trabalho de grupo para apresentação das emendas. Os resultados dos grupos serão analisados pela coordenação da Assembléia na reunião de hoje à noite. Dela deve sair as propostas para decisão do Objetivo Geral, amanhã de manhã.
1 comentário »Reações às reflexões do VER e do JULGAR da parte da manhã – 19.10.2007
Síntese dos relatórios dos grupos 1,2,3 e 4
Reações a partir do VER:
1. Infidelidade ao Evangelho;
2. Distancia entre discurso e prática;
3. Na formação geral de leigos e padres, uns fingem que são formadores e outros que são formandos;
4. O projeto de Pastoral da Arquidiocese não chega às bases, tornando-se, assim, desconhecido;
5. Questões:
• Como tem sido nossa postura diante da conscientização dos pobres, haja vista, a situação econômica e social dos mesmos?
• Qual é o sentido, isto é, o papel da Arquidiocese para a sociedade? Como a sociedade vê a Arquidiocese?
• A Arquidiocese é missionária, samaritana ou clerical com os pobres?
• Como a Igreja, qual é sua postura diante da atual conjuntura sócio-político-econômica?
Reações a partir do JULGAR
1. Há uma consciência clericalista tanto na formação dos padres como dos leigos – há um clericalismo leigo através dos ministérios extraordinários: Comunhão e da Palavra.
2. A Igreja de Fortaleza deve assumir as prioridades que expressam a necessidade do todo.
3. Questões:
3.1 – como a Igreja vai dialogar com essa sociedade fundamentalista, racionalista e secularizada? Como ela vai acolher aquilo de positivo que essa mesma sociedade tem?
3.2 – como fazer para tornar as pessoas verdadeiras discípulas e missionárias de Jesus?
3.3 – sobre a Pastoral Orgânica: como os diversos grupos, movimentos, pastorais, assumem o Projeto de Pastoral da Arquidiocese? Qual o seu espaço?
3.4 – A Arquidiocese de fortaleza só vai atingir o objetivo do Projeto de Pastoral quando o mesmo for assumido por todos.
3.5 – devemos aprender a ser missionários e discípulos de Jesus Cristo.
Síntese dos relatórios dos grupos 5, 6, 7 e 8
1. Observa-se que diante dos aspectos históricos onde usamos de boas palavras e não se percebe uma ação concreta na evangelização de nossa Igreja, nos faz perceber uma problemática de ordem metodológica, pois nossas ações já não acompanham o tempo e já não respondem as inquietações de nosso povo.
2. Assim, devemos buscar um novo método que busque responder ao novo modelo de Igreja, não o modelo que queremos, mas a Igreja de Jesus Cristo de forma Orgânica, sendo corpo vivo desta ação evangelizadora.
3. Ação que possua uma formação permanente que parte da necessidade da construção de um plano de ação que evangelize de forma abrangente atingindo todas as dimensões e diversidades sociais e culturais.
4. Devemos investir numa catequese acessível tanto econômica, como física na proximidade, no oferecimento da formação e mecanismo que favoreça a diminuição da violência na juventude e no âmbito social.
5. Devemos também não perder o foco do objetivo do Plano pastoral da arquidiocese de Fortaleza.
6. Percebe-se que a dimensão sócio-político atinge a vida cristã de nossa diocese e as ações sociais, como o desemprego e a falta de educação; assim devemos traças ações da economia solidaria
7. Perceber também a inserção da Igreja nas questões ecológicas como preservação da vida para que os desafios não sejam empecilhos do florescimento de uma nova ação.
8. As informações e a presença da Igreja de Fortaleza sejam inseridas na mídia televisiva e imprensa.
Surgem algumas perguntas: como o plano pastoral pode tentar sintonizar um direcionamento para a ação comum na igreja?
Síntese dos relatórios dos grupos 10,11 e12
Reações a partir do VER:
1. Foi apresentado o rosto da realidade social claramente, mas faltou mostrar o rosto da Igreja diante dessa realidade.
2. Diante da realidade em que vivemos como vamos pautar nossa ação pastoral?
3. Como evangelizar o mundo tão globalizado e fundamentalista, diante de tanto imediatismo?
4. O assessor apresentou uma visão mais ampla, para um olhar diferente, deixou pistas para a ação evangelizadora.
5. Até que ponto nós como Igreja assumimos uma postura no dia a dia, nossa vida paroquial a missão sacerdotal e laical, na construção do Reino de Deus e responder de forma concreta aos desafios?
6. Até onde a Igreja apóia os leigos e os padres nos serviços missionários?
7. Direcionar a metodologia a ser utilizada no resgate da dignidade humana, e para as correntes de Igreja uma devocional (com adesão total) e outra voltada para o social (sem adesão). Como unificar a Igreja?
8. Como trabalhar o resgate da dignidade humana diante da disparidade social?
9. Os assessores apresentaram uma conotação diferente aos objetivos e prioridades, faz-se necessário pôr os pés no chão.
Reações a partir do JULGAR:
1. Fala-se muito da necessidade da Igreja estar voltada para os pobres, mas muitos padres estão no seu dia a dia no meio dos pobres. É necessário uma releitura do que é a “opção pelos pobres”, pois muitas vezes os pobres não fazem a opção pela Igreja. Deixam-se levar facilmente, pela imaturidade, baixa estima, e muitas por assistencialismo.
2. É necessário aperfeiçoar as estratégias e as atitudes pastorais.
3. Evangelização na periferia.
4. Diferença entre a prática e a pregação que a Igreja vive hoje.
5. Destaque para o que foi citado no Documento de Aparecida: que mostra o que é ser “comunidade nova”, metodologia para os diversos espaços formativos: padres, leigos, missionários, serviço pastoral.
6. Refletindo sobre opção: como essência cristã evangélica, mas como trabalhar, que conotação se dá, na consciência do ser da Igreja missionária.
7. Juventude: concorrência com a mídia e o shopping.
Tópicos da Reflexão de Padre Manfredo Oliveira*
Qual o sentido de uma Assembléia?
- Os discípulos de Jesus Cristo chamados a viver em COMUNHÃO : Trindade – modelo e meta da Igreja.
- Igreja Sinal sacramental – íntima união com Deus. Daqui se entende a vocação ao discipulado.
- Igreja Comunidade de discípulos e missionários. COMUNIDADE DE AMOR, cresce por testemunho e não por proselitismo.
- Igreja deve ser entendida na sua diferença e na sua unidade – na diversidade de carismas e ministérios. Os fiéis são portadores de dons para o mundo no serviço a todos.
- Iguais em dignidade, diferentes na diversidade de funções, daí ser necessária a sua organicidade de ministérios.
- Diocese: chamada a ser comunidade missionária, ir ao encontro dos que não crêem no Cristo e responder aos apelos da sociedade vive em função das pessoas e de suas necessidades.
- Diocese: não é uma comunidade onde cada um é e faz por si. Mas, é na comunhão. É a Igreja toda e não é toda a igrejas. A Igreja só existe como comunidade orgânica em toda a sua ação.
- Todos os carismas e serviços da Igreja devem se orientar no mesmo projeto missionário. A Igr. Deve se articular em função daqueles a quem a Igreja vai servir. Como vamos anunciar o Reino? Uma vez que esse anúncio implica a todos.
- UMA VERDADE FUNDAMENTAL EM TORNO DE UM PROJETO COMUM.
Qual a situação do povo a quem servimos em nossa diocese? E procurar ir ao encontro desses.
- VER:
* VIOLÊNCIA: que tem aumentado drasticamente nos últimos tempos – influi na qualidade de vida
*NOVO MODO DE PRODUÇÃO: gerador de tantos desempregos nos dias atuais
*DROGAS: influenciando diretamente nos jovens.
* SAÚDE PÚBLICA:
* FALTA DE EDUCAÇÃO: 22,2% DE ANALFABETOS (Ce)
* DISCRIMINAÇÃO E EXCLUSÃO SOCIAL
Onde se situam essas coisas? Ver tudo num quadro maior - Brasil
* Brasil: transformações de passagem do rural para o urbano – sociedade industrial.
* Projeto de modernização: sempre houve avanço tecnológico e paralelo o avanço social em outras sociedades.
* No Brasil houve momentos misturados de tentativa de democratização e ditadura (Ditadura Militar – desenvolvimentista, sob quaisquer conseqüências);movimentos de reação: democracia liberal – a função do Estado: garantia dos direitos civis. No BR os movimentos sociais tentaram um Estado de direito: direito como base – estado social (participação política e sociais – emprego, velhice, etc./ cidadania social com políticas de crescimento econômico e direitos sociais)
* Estado onde os cidadãos tenham direito a uma vida digna.
* Brasil: um híbrido paradoxal – o projeto que levou ao atual governo: projeto reformista, de acordo com a proposta do estado de direito. Projeto de mudança – tendo como centro os excluídos da sociedade brasileira.
* Na verdade não houve mudança na política macro econômica, que se contrapõe ao modelo proposto. Primazia fundamental do sistema financeiro (dívida brasileira; mini-crédito; bolsa-família; Pronaf).
* Análise de conjuntura da CNBB: continuidade da linha de governo desde Collor. Primazia fundamental do sistema financeiro. Aquecimento da economia mundial com novos gigantes, mesmo que estes tenham enormes desigualdades sociais (p.ex.: China e Índia). O Brasil precisa encontrar seu lugar no cenário mundial, passando a exportador. Custo ecológico e pouco valor de lucro agregado.
* A subordinação de todo sistema econômico ao financeiro. O sofrimento do povo tem menos importância que o sistema financeiro.
* O Brasil tem condições de unir os dois projetos: financeiro e social. O BR não país pobre, mas é um país rico – questão de ética. Impulsiona-se o capital especulativo na Bolsa de Valores.
* Dualismo político: culto aos contratos/ pagamento fiel dos juros/ apoio aos grandes proprietários/ isenções fiscais X valor dos impostos ao todo da população (sistema tributário injusto).
* Políticas públicas de inclusão: bancos públicos – empréstimos financeiros aos pobres; BNDES; cooperativas; recuperação do salário mínimo; investimentos em saneamento básico de esgoto; programas de aposentadoria. Economia Solidária: nova forma de produção, onde cada um é dono de sua produção. PROUNE. PRONASCI; PAC…
* Não há orientação de uma política que enfrente grandes questões do nosso povo. Criar uma cultura política nova: em que as pessoas entendam que a pobreza e miséria são inadmissíveis na vida humana. Que esse dado da miséria absoluta não pode ser tido como algo natural.
* A ação pastoral da Igreja de Fortaleza tem ou não olhado essas situações como interpelação de Deus. Tal como está em seu OBJETIVO GERAL. Uma Igreja da compaixão.
* Qual o rosto e perfil do VER: uma Igreja voltada para si mesma, preocupada com seus dados internos. Uma Igreja que não se volta ao povo – sinais tímidos de relação com o mundo do povo simples e pobre. Clericalismo acentuado. Ação pastoral tem primazia sobre a evangelização. Centralizada e centralizadora. Modelo fraco de comunidade eclesial. Pouca exp. Ecumênica. Crescimento de ministérios. Enormes esforços de atividades. Assistencialismo. Modelo estático. Não se prolonga no engajamento histórico (questionando os projetos). Paróquia ainda centraliza a ação pastoral. Há ares de modernidade numa cultura rural (paroquial). Espiritualidade de uma “fuga mundi”, não de fermentação da comunhão profunda com Deus, e de enfrentamento do mundo e suas mazelas.
* Algumas experiências que privilegiam a opção pelos pobres; projeto do dízimo que ganhou forças.
Para onde esse quadro nos aponta?
* Doc. de Aparecida,384: somos discípulos e missionários, trabalhando nas diversas instâncias para a dignificação do ser humano. Ter amor de misericórdia como Cristo. Exige socorrer as necessidades urgentes e procurar outras instituições para ir ao encontro dos pobres e necessitados. Procurar a justiça e o testemunho do amor.
* Padre Manfredo de Oliveira é Filósofo, Teólogo e Professor da UFC
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