Arquivo de 20 de Outubro de 2007
Acabaram de ser definidas as três prioridades para a ação Pastoral da Arquidiocese para os próximos anos.
Acabaram de ser definidas na 19ª Assembléia de Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza as três prioridades para a ação Pastoral da Arquidiocese para os próximos anos, são elas:
- Formação
- Missão
- Família e Juventude.
Os grupos nesse momento estão planejando as ações de cada prioridade.
A programação de amanhã dia 21 – Domingo, será:
08h00: Ofício da manhã
08h30: Apresentação das propostas de ação
09h30: Comunicações, avaliação
10h00: lanche
10h30: Promulgação do Projeto do Dízimo.
11h00: Celebração de encerramento da Assembléia.
11h30: Almoço de confraternização.
Contato: 3388.8703
Sem comentários »Aprovado o Novo Objetivo Geral da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Fortaleza
OBJETIVO GERAL DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA
Evangelizar a todos para construir comunidades que reafirmem sua adesão à pessoa e à missão de Jesus Cristo libertador, na sua paixão pelo Pai e pelos pobres, edificando, a serviço do resgate da dignidade humana, uma Igreja samaritana, em que todos sejam sujeitos de uma nova história, a caminho do Reino definitivo.
Sem comentários »Resumo da manhã - Dia 20.10.2007
Depois do momento inicial: acolhida, oração do dia, os participantes iniciaram as votações.
Nesse momento os participantes votam para a definição do OBJETIVO GERAL. Durante o dia de ontem a assembléia definiu continuar com o mesmo o objetivo anterior, porém, como emendas. As emendas foram trabalhadas nos grupos e hoje a equipe de secretaria – digitação, realizaram a síntese dos resultados e a assembléia votou sobre a mesma.
Logo mais daremos noticias sobre o resultado da votação.
Sem comentários »Apreciação de Pe. Almir sobre a Assembléia
BALANÇO DO PRIMEIRO DIA DA ASSEMBLÉIA
Pe. Almir Magalhães
Fazendo um ligeiro balanço do primeiro dia de nossa Assembléia Arquidiocesana de Pastoral, percebi um clima de muita maturidade e positividade.
Em primeiro lugar o destaque vai para o trabalho dos assessores como também das reações dos participantes; por este primeiro dia se deduz que paira uma atmosfera que aponta para um anelo de uma Igreja que precisa se renovar e que quer se comprometer com a vida.
Fato que merece destaque, é a sintonia que apareceu durante todo o dia com a Conferência de Aparecida e seu respectivo documento.
Esta relação com o referido documento, nos faz lembrar a necessidade de enfrentarmos o grande desafio da renovação eclesial, para que as grandes questões ontem levantadas possam ser assumidas. O Documento de Aparecida, não poucas vezes toca neste assunto; sobretudo quando reflete sobre a Paróquia:
- Para a sua renovação se exige a reformulação de suas estruturas (DA nº 172);
- Que a renovação das Paróquias exige atitudes novas dos párocos e dos sacerdotes que estão a serviço delas (DA, nº 201);
- Que uma Paróquia, comunidade de discípulos missionários, requer organismos que superem qualquer tipo de burocracia (DA, nº 203);
- Que a Igreja necessita de forte comoção que a impeça de se instalar na comodidade, no estancamento e na indiferença, à margem do sofrimento dos pobres do continente e que cada comunidade cristã se transforme num poderoso centro de irradiação da vida cristã e que esperamos um Novo Pentecostes que nos livre do cansaço, da desilusão, da acomodação ao ambiente (DA, nº 362)
- Que nenhuma comunidade deve isentar-se de entrar decididamente, com todas as forças, nos processos constantes de renovação missionária e de abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé. (DA, nº 365)
- Finalmente, a conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária. (DA, nº 370)
Sugiro:
1. Que se elabore um programa de renovação eclesial;
2. Criação de Vicariatos que extrapolem o territorial;
3. Socializar a experiência da Paróquia de Pajuçara, que tem uma expressiva caminhada como rede de comunidades (não como modelo, mas como experiência piloto)
Artigo sobre a Assembléia de Pastoral - Pe. Almir Magalhães
ASSEMBLÉIA ARQUIDIOCESANA DE PASTORAL
Pe. Almir Magalhães *
A complexidade da sociedade moderna, a emergência do mundo urbano com seus inúmeros desafios que, sem dúvida, repercutem na evangelização e desafiam a presença da Igreja no mundo, para que ela possa visibilizar o mais que puder o Reino de Deus, do qual ela é sacramento e instrumento, exigem cada vez mais que se dê a devida atenção ao Planejamento Pastoral Participativo.
É com este olhar que a Arquidiocese de Fortaleza realiza nestes dias (18 a 21.10.07), um evento importantíssimo, a sua 19ª. Assembléia Arquidiocesana de Pastoral, como parte de um longo processo participativo distribuído em três momentos (VER a realidade, JULGAR esta realidade com critérios emanados da Bíblia, do Magistério da Igreja, da reflexão teológica e da contribuição das ciências humanas e, na fase final destes dias, o AGIR, que recapitula os dois momentos anteriores, e define o Objetivo Geral e as Prioridades Pastorais que a Igreja de Fortaleza assumirá durante os próximos anos.
Referida Assembléia se reveste de grande importância.
Em primeiro lugar, é um instrumento de comunhão e participação, na medida em que tem uma identidade circular, pois reúne os membros da Igreja que estão mais comprometidos com a sua ação, para pensar e definir comunitariamente qual o rumo da Igreja por um determinado período.
Em segundo lugar, a Assembléia é convocada para recuperar, no atual contexto, a nossa grande utopia: o Projeto de Deus e o lugar da esperança num mundo marcado pela “pós-modernidade”, que diz não a qualquer perspectiva de futuro, a qualquer horizonte mais distante, e aposta no imediato. O que vale é o aqui e agora, a “ditadura do presente”. O Planejamento rompe com esta lógica e projeta um futuro desejável.
Em terceiro lugar, uma Assembléia como esta, com caráter eminentemente pastoral, tem a sua eficácia porque, ao definir o objetivo e escolher as prioridades, busca o que mais nos desafia na evangelização, no pastoreio. Com este planejamento afirmamos que nós, Igreja de Fortaleza, não estamos improvisando, sabemos o que queremos e, acima de tudo, se constrói comunitariamente um referencial comum a ser seguido por todos (Regiões Episcopais, Paróquias, Movimentos, Pastorais, Grupos, Associações e Novas Comunidades), além de ser conteúdo obrigatório de toda a Catequese. É evidente que se respeita a diversidade dos dons, distribuídos pelo Espírito Santo para a edificação da comunidade. Lembremos, no entanto, que o mesmo Espírito, que está na base da diversidade, é o grande artífice da unidade, da comunhão, da eclesialidade.
Por fim, vem um grande obstáculo! Parece que todo o esforço desprendido nesse processo, que se concretiza num programa de evangelização, ou seja, no Plano Pastoral, tem uma vocação - a gaveta. Muitos estudiosos do assunto já se debruçaram sobre esse aspecto tão negativo, que é o desprezo que se dá ao planejamento, e buscaram suas raízes. Acredito que na base de tudo estão o individualismo, conseqüentemente, a falta de senso de eclesialidade e, também, a ausência de mediações de monitoramento. Neste sentido, a responsabilidade é da Instituição e das instâncias responsáveis pelo processo de animação da Pastoral, em todos os níveis da Igreja.
Aqui temos duas opções: ou capitular diante do individualismo exacerbado da nossa sociedade, negando a tradição comunitária da nossa Igreja com fundamentação na TRINDADE, ou assumir esta tradição com toda sua autenticidade, negando o individualismo..Quando essa desvalorização do Planejamento e do Plano Pastoral acontece, cada um vai fazendo por si, com muito empenho e boa vontade, mas sem rumo, ao sabor do modismo, da improvisação, da repetição, ainda que se acredite na força de convocação da Igreja. O pior mesmo é quando se desconhece aquilo que foi construído com tanta dignidade.
Faço minhas as palavras do Pe. Agenor Brighenti: “Para crer no planejamento, é preciso que o comunitário seja mais forte que o individualismo”. Na Igreja, a arte do Planejamento vai além do seu aspecto puramente técnico. Baseia-se numa espiritualidade, numa mística, muito bem lembrada na Carta Apostólica NO INÍCIO DO NOVO MILÊNIO do Papa João Paulo II, quando trata da espiritualidade de comunhão, nº. 43: “Por fim espiritualidade da comunhão é saber ‘criar espaço’ para o irmão, levando ‘os fardos uns dos outros’ (Gl 6,2) e rejeitando as tentações egoísticas que sempre nos insidiam e geram competição, arrivismo, suspeitas, ciúmes. Não haja ilusões! Sem essa caminhada espiritual, de pouco servirão os instrumentos exteriores de comunhão. Revelar-se-iam mais como estruturas sem alma, máscaras de comunhão, do que como vias para a sua expressão e crescimento”.
Que nestes dias, estejamos atentos ao que o Espírito Santo diz à Igreja de Fortaleza.
* Pe. Almir Magalhães é Sacerdote da Arquidiocese de Fortaleza, Reitor do Seminário Arquidiocesano de Fortaleza – Filosofia.
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