Blog da Arquidiocese de Fortaleza

Tudo sobre nossa Arquidiocese

Arquivo da categoria ‘Categoria Principal’

Servos e Apóstolos de Jesus Cristo - Mensagem do Papa para o Mês Missionário

Prezados irmãos e irmãs,

Por ocasião do Dia Mundial das Missões, eu gostaria de convidar-vos a refletir na permanente urgência de anunciar o Evangelho também neste nosso tempo. O mandado missionário continua a ser prioridade absoluta para todos os batizados, chamados a ser “servidores e apóstolos de Jesus Cristo” neste início de milênio. O meu venerável predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, já afirmava na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi que “evangelizar é a graça, a vocação própria da Igreja, a sua identidade mais profunda” (n° 14). Como modelo deste empenho apostólico, gosto de indicar especialmente São Paulo, o Apóstolo das Nações, já que neste ano celebramos um jubileu especial dedicado ele. É o Ano Paulino, que nos oferece a oportunidade de nos familiarizarmos com esse notável apóstolo, que teve a vocação de proclamar o Evangelho aos povos não-cristãos, conforme o que o Senhor lhe havia dito: “Vai! É para longe, para os pagãos que vou te enviar” (At 22,21). Como não colher a oportunidade oferecida por este jubileu especial às Igrejas locais, às comunidades cristãs e a cada um dos fiéis para propagar até os últimos confins do mundo o anúncio do Evangelho, “força salvadora de Deus para tudo aquele que crê” (Rm 1,16)?

1. A humanidade precisa de libertação
A humanidade precisa ser libertada e redimida. A própria criação, diz São Paulo, sofre e nutre a esperança de entrar na liberdade dos filhos de Deus (cf. Rm 8,19-22). Essas palavras são verdadeiras também no mundo de hoje. A criação sofre. A humanidade sofre e espera a verdadeira liberdade, espera um mundo diferente, melhor; espera a “redenção”. E no fundo sabe que este novo mundo esperado supõe um novo homem, supõe “filhos de Deus”. Vejamos mais de perto a situação do mundo de hoje. O panorama internacional, se por um lado apresenta prospectivas de desenvolvimento econômico e social promissor, por outro lado oferece à nossa atenção algumas fortes preocupações quanto ao que diz respeito ao próprio futuro do ser humano. A violência, em não poucos casos, marca as relações entre os indivíduos e povos; a pobreza oprime milhões de indivíduos; discriminações e, às vezes, até perseguições por motivos raciais, culturais e religiosos, impelem tantas pessoas a fugirem dos seus países, para buscar refúgio e proteção em outros lugares; o progresso tecnológico, quando não tem como fim a dignidade e o bem do ser humano, nem se articula para um desenvolvimento solidário, perde o seu potencial de fator de esperança, e até corre o risco de agravar desequilíbrios e injustiças já existentes. Existe também uma constante ameaça no que diz respeito à relação homem-meio-ambiente, devido ao uso indiscriminado das fontes, com repercussões na própria saúde física e mental do ser humano. O futuro do ser humano é ainda colocado em risco pelos atentados à sua vida, atentados que assumem várias formas e modalidades.

Diante desse horizonte, “sentimos o peso da inquietação, atormentados entre a esperança e a angústia” (Constituição Pastoral Gaudium et Spes, 4) e, preocupados, perguntamo-nos: o que acontecerá com a humanidade e com a criação? Existe esperança para o futuro, ou melhor, a humanidade tem futuro? E como será esse futuro? A resposta a estas perguntas vêm para nós, crentes, do Evangelho. É Cristo o nosso futuro, e, como eu escrevi na Carta Encíclica Spe Salvi, o seu Evangelho é comunicação que “muda a vida”, dá esperança, escancara a porta escura do tempo e ilumina o futuro da humanidade e do universo (cf. n° 2).

São Paulo sabia bem que só em Cristo a humanidade pode encontrar redenção e esperança. Por isso sentia como urgente e obrigatória a missão de anunciar “a promessa da vida que há em Cristo Jesus” (2Tm 1,1), “nossa esperança” (1Tm 1,1), para que todos os povos pudessem participar da mesma herança e serem “beneficiários da mesma promessa, no Cristo Jesus, por meio do Evangelho” (cf. Ef 3,6). Tinha consciência de que, sem Cristo, a humanidade fica “neste mundo”, sem “esperança nem Deus verdadeiro” (Ef 2,12): “sem esperança, porque sem Deus” (Spe Salvi, 3). Com efeito, “quem não conhece Deus, mesmo podendo ter inúmeras esperanças, no fundo não tem esperança, sem a grande esperança que sustém toda a vida (Ef 2,12)” (ivi, 27).

2. A Missão é questão de amor
É, portanto, um dever obrigatório para todos anunciar Cristo e a sua mensagem de salvação. “Ai de mim”, disse São Paulo, “se eu não anunciar o Evangelho!” (1Cor 9,16). No caminho de Damasco, ele experimentou e compreendeu que a Redenção e a Missão são obra de Deus e do seu amor. O amor de Cristo levou-o a percorrer as estradas do Império Romano como arauto, apóstolo, pregoeiro, mestre do Evangelho, do qual se proclamava “embaixador algemado” (Ef 6,20). A caridade divina fez dele “tudo para todos, para salvar a todo custo alguns” (1Cor 9,22). Olhando a experiência de São Paulo, entendemos que a atividade missionária é uma resposta ao amor com o qual Deus nos ama. O seu amor redime-nos e estimula-nos para a Missão “ad gentes” [de primeiro anúncio aos povos não cristãos]; é a energia espiritual capaz de fazer crescer na família humana a harmonia, a justiça, a comunhão entre as pessoas, raças e povos, à qual todos aspiramos (cf. Deus Caritas Est, 12). É, portanto, Deus, que é Amor, que guia a Igreja até as fronteiras da humanidade e chama os evangelizadores a saciarem-se “daquela primeira e originária fonte que é Jesus Cristo, de cujo coração ferido emana o amor de Deus” (Deus Caritas Est, 7). Só dessa fonte podem-se tirar a atenção, a ternura, a compaixão, o acolhimento, a disponibilidade, o interesse pelos problemas do povo, e as outras virtudes necessárias aos mensageiros do Evangelho, para deixarem tudo e dedicarem-se completamente e incondicionalmente a espalhar pelo mundo o perfume da caridade de Cristo.

3. Evangelizar sempre
Enquanto continua sendo necessária e urgente a primeira evangelização em não poucas regiões do mundo, escassez de clero e falta de vocações afligem hoje várias dioceses e institutos de vida consagrada. É importante insistir em que, apesar da presença de crescentes dificuldades, o mandado de Cristo para evangelizar todos os povos continua sendo prioridade. Nenhuma razão pode justificar uma diminuição ou estagnação, uma vez que “o mandado de evangelizar todas as pessoas constitui a vida e a missão essencial da Igreja” (Paulo VI, Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, 14). Missão que “ainda se encontra nos inícios e a cujo serviço devemos dedicar todas as forças” (João Paulo II, Encíclica Redemptoris Missio, 1). Como não pensar aqui no macedônio que, aparecido em sonho a Paulo, gritou “Vem à Macedônia e ajude-nos!”? Hoje são inúmeros os que esperam o anúncio do Evangelho, os que têm sede de esperança e de amor. Os que se deixam tocar em profundidade por esse pedido de ajuda que se levanta da humanidade deixam tudo por Cristo e transmitem aos homens e mulheres o amor a Ele - cf. Spe Salvi, 8!

4. Ai de mim, se eu não evangelizar (1Cor9,16)
Prezados irmãos e irmãs, “duc in altum” [vai mar adentro]! Adentremo-nos no vasto mar do mundo, e, seguindo o convite de Jesus, lancemos sem temor as redes, confiantes na sua constante ajuda. Lembra-nos São Paulo que não é uma honraria pregar o Evangelho (cf. 1Cor 9,16), mas uma tarefa e uma alegria. Prezados irmãos Bispos, seguindo o exemplo de Paulo, cada um se sinta “prisioneiro de Cristo para os gentios” (Ef 3,1), sabendo que pode contar nas dificuldades e nas provas com a força que nos vem d’Ele. O Bispo não é consagrado só para a sua diocese, mas para a salvação do mundo todo (cf. Encíclica Redemptoris Missio, 63). Como o apóstolo Paulo, é chamado a dirigir-se aos distantes que ainda não conhecem Cristo, ou ainda não experimentaram seu amor libertador; é seu empenho tornar missionária toda a comunidade diocesana, contribuindo de bom grado, segundo suas possibilidades, com o envio de presbíteros e leigos a outras Igrejas, para o serviço de evangelização. A Missão “ad gentes” torna-se assim o princípio unificador e convergente de toda a sua atividade pastoral e caritativa.

Vós, prezados presbíteros, primeiros colaboradores do Evangelho, sede pastores generosos e evangelizadores entusiastas! Nestas últimas décadas, não poucos de vós, fostes para territórios de Missão na linha da Encíclica Fidei Donum, cujo 50° aniversário acabamos de comemorar, e com a qual o meu venerável predecessor, o Servo de Deus Pio XII, deu impulso à cooperação entre as Igrejas. Confio que não diminua essa tensão missionária nas Igrejas locais, apesar da escassez de clero que aflige não poucas delas.

E vós, prezados religiosos e religiosas, marcados, por vocação, por uma forte conotação missionária, levais o anúncio do Evangelho a todos, especialmente aos distantes, mediante o testemunho coerente de Cristo e o seguimento radical do seu Evangelho.

Na difusão do Evangelho sois chamados a tomar parte, de maneira sempre mais relevante, todos vós, prezados fiéis leigos, que atuais nos diversos âmbitos da sociedade. Abre-se assim diante de vós um complexo e multiforme areópago a ser evangelizado: o mundo. Testemunhai com a vossa vida que os cristãos “pertencem a uma nova sociedade, rumo à qual estão a caminho, e que, na sua peregrinação, é antecipada” (Spe Salvi, 4).

5. Conclusão
Prezados irmãos e irmãs, que a celebração do Dia Mundial das Missões vos encoraje a todos a tomar renovada consciência da urgente necessidade de anunciar o Evangelho. Não posso não destacar com vívido reconhecimento a contribuição das Pontifícias Obras Missionárias para com a ação evangelizadora da Igreja. Agradeço-as pelo apoio que oferecem a todas as comunidades, especialmente às mais jovens. Elas são um válido instrumento para animar e formar missionariamente o Povo de Deus, e alimentam a comunhão de pessoas e bens entre as diversas partes do Corpo Místico de Cristo. A coleta que no Dia Mundial das Missões é feita em todas as paróquias seja sinal de comunhão e de solicitude recíproca entre as Igrejas. Seja, enfim, intensificada sempre mais no povo cristão a oração, indispensável meio espiritual para difundir entre todos os povos a luz de Cristo, luz que ilumina “as trevas da história” (Spe Salvi, 49). Ao confiar ao Senhor o trabalho apostólico dos missionários, das Igrejas espalhadas pelo mundo e dos fiéis empenhados em diversas atividades missionárias, invocando a intercessão do apóstolo Paulo e de Maria Santíssima, “Arca da Aliança Viva”, Estrela da Evangelização e da Esperança, envio a todos a Bênção Apostólica.

Vaticano, 11 de maio de 2008
Solenidade de Pentecostes

Benedictus PP. XVI

1 comentário »

Discípulos e missionários de Jesus Cristo em caminhada com Maria – no Ano Paulino”.

O mês de agosto é marcado entre nós pela celebração da Padroeira da Cidade de Fortaleza, Nossa Senhora da Assunção, no dia 15 de agosto, que neste ano ocorrerá numa sexta-feira. Feriado municipal desde algum tempo.

Há alguns anos, já cinco, iniciamos a “Caminhada com Maria”, como resgate das origens cristãs, católicas e marianas desta Cidade da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. Partindo da Barra do Rio Ceará, onde foi construída pelos portugueses no século XVII a primeira capela em homenagem a Nossa Senhora do Amparo. Esquecida durante a presença dos holandeses, após a reconquista portuguesa, na fortaleza por eles deixada foi erguida uma hermida e a mesma dedicada a Nossa Senhora da Assunção. Passou posteriormente a imagem para uma pequena igreja construída junto aos meandros do Rio Pajeú, dedicada a São José, sendo nela também venerada Nossa Senhora da Assunção, padroeira do povoado que se estendeu além da fortaleza. Assim se referem historiadores que resgatam as memórias iniciais da cidade.

A solenidade da Assunção de Maria ao céu é oportunidade para voltar aos inícios da evangelização nesta nossa terra e mais ainda às fontes de nossa identidade cristã católica. Com Maria, Mãe de Jesus, reconhecemos as atitudes primeiras de nossa fé em Jesus Cristo: acolhimento da revelação de Deus feito homem, nosso único Salvador. Este reconhecimento orienta a opção fundamental de vida à sua disposição e no seu seguimento. Como ela, discípula primeira no “sim” completo às palavras de Deus e seus planos: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Sua palavra.” (Lc 1, 38).

No centro de nossa vida cristã está o encontro com a pessoa de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. É para este centro que sempre se refere a Virgem Maria de Nazaré, Mãe do Filho de Deus feito homem.

A “Caminhada com Maria” não quer ser simplesmente um evento turístico e cultural, mas é realizada a partir de uma proposta do Papa João Paulo II para o ano 2003. Ela quer ser uma experiência de Caminho no seguimento de Jesus com Maria, conforme o itinerário do Rosário – meditação rezada dos passos da vida de Jesus e, com Ele e para Ele, de Maria – os mistérios da salvação. Conforme a tradição do rosário em seus mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos, acrescida dos mistérios da luz – acontecimentos do ministério público de Jesus, é que se retoma todo o itinerário da vida cristã como seguimento de Cristo. É um roteiro espiritual de vida para formar em cada discípulo de Cristo Sua própria imagem e encaminhar a humanidade desde o acolhimento da palavra de Deus até a plena comunhão de vida com Ele e em sua missão.

Neste ano algo de novo nos estimula nesta experiência de Caminho de Fé: o ANO PAULINO 2000 do nascimento do Apóstolo São Paulo, o grande discípulo de Jesus Cristo e evangelizador dos povos.

O discípulo faz o caminho do seguimento de Jesus. O evangelizador missionário leva a graça recebida e a anuncia a todos, propondo na alegria a participação no Evangelho do Senhor.

Como discípulo mostra em si o que é o Evangelho feito vida nos passos de Jesus, conformando sua vida com Ele à vontade do Pai. Como discípulo torna-se membro da família de Deus, membro do Corpo de Cristo, da Igreja do Senhor Morto e Ressuscitado que doa Seu Espírito. Como apóstolo torna-se enviado em missão para fazer discípulos de entre todos os povos. E Paulo assim o fez na descoberta maravilhosa acontecida no encontro com Jesus Ressuscitado. Tomado de divino ardor, de entusiasmo, torno-se propagador, não de uma idéia, mas do mesmo encontro que pessoalmente fez com Jesus.

O estímulo deste Ano Paulino nos leva a refazer ou mesmo fazer pela primeira vez o encontro com o Senhor que transforma totalmente a nossa vida. Depois disto tudo o mais é sem importância, ou como reconhece São Paulo, torna-se lixo diante do grande bem que é o conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Na caminhada de discípulos missionários temos a Luz de Jesus que nos orienta e o reflexo desta mesma luz que, em seus santos, nos estimula a fazermos o mesmo caminho. Em Maria, primeira discípula missionária de Jesus, Mãe e Modelo da Igreja, encontramos todos os traços do Evangelho em perfeição. No grande apóstolo das nações, testemunho e anúncio da mesma realidade por ele vivida de modo fulgurante.

Somos chamados a ser “Discípulos e missionários de Jesus Cristo” – no Caminho, com Maria, com Paulo, com todos os discípulos e missionários do Senhor.
+ José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo de Fortaleza

Sem comentários »

Novo Plano de Pastoral - 2008 -2010 - Apresentação

É sempre o mesmo e sempre novo o mandato do Senhor: “Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado (Mt 28,19).

Em cada tempo e lugar a Igreja deve viver sua missão fiel ao envio que lhe foi dado por Jesus e respondendo às necessidades das pessoas humanas às quais é dirigida. Assim, inspirada e motivada por acontecimentos eclesiais importantes: a V Conferência do Episcopado Latino Americano e do Caribe e o Documento de Aparecida, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e o Planejamento Pastoral do Regional NE1 CNBB – Ceará, nossa Igreja Arquidiocesana de Fortaleza colocou-se em trabalho conjunto para um novo Plano de Pastoral.

Apresentamos com alegria cristã, gratidão ao Senhor que nos acompanha com Sua graça e compromisso com todos os irmãos, este Plano de Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza 2007 – 2010. Foi ele fruto de um belo trabalho em mutirão no levantamento da nossa realidade social e eclesial, na reflexão exigente à luz da fé e no empenho dedicado por caminhos de ação evangelizadora que possam responder às exigências da fé e às interpelações de nosso tempo.

Esperamos continuar agora na mesma comunhão eclesial que propiciou a realização deste plano, mais ainda nos esforços de sua aplicação prática em toda a nossa Igreja. É premissa irrenunciável nossa vida de comunhão eclesial de irmãos no Senhor. Será sempre partindo da comunhão, desenvolvendo-se em comunhão, que chegaremos à meta que é da Igreja toda e nossa: “a íntima comunhão com Deus e de todo o gênero humano” (cf. LG 1) – uma comunidade eclesial de “discípulos missionários de Cristo – Caminho, Verdade e Vida – para que nossos povos tenham vida nEle” (cf. DA 1).

Em seu Objetivo Geral da Evangelização a Arquidiocese de Fortaleza se propõe: “Evangelizar a todos para construir comunidades que reafirmem sua adesão à pessoa e à missão de Jesus Cristo libertador, na sua paixão pelo Pai e pelos pobres, edificando, a serviço do resgate da dignidade humana, uma igreja samaritana, em que todos sejam sujeitos de uma nova história, a caminho do Reino definitivo”. Este objetivo será a luz orientadora da direção de todas as atitudes e ações evangelizadoras e determinações pastorais. Fazer acontecer a família de Deus, divina e humana, será a razão maior de todas as escolhas e atividades. Nela a plena vida se realiza para a máxima dignidade de toda pessoa humana em seu destino maior.

As Prioridades – Formação, Missão, Família e Juventude – apresentam-se como um referencial indispensável para termos objetividade de ação, agindo a partir de determinadas demandas e focando nelas nossas energias para que não se dispersem em atividades difusas.

Confiamos na promessa do Senhor ao nos dar a Sua missão como nossa: “e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos (Mt 28,20). Move-nos a confiança, pois Ele mesmo age em nós pelo Seu Espírito.

+ José Antonio Aparecido Tosi Marques

Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

Sem comentários »

Participantes da 19ª Assembléia

Bispos
Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques - Arcebispo
Dom José Luiz Ferreira Salles, C.Ss.R - Bispo Auxiliar

Vigários Episcopais
Pe. Reginaldo Guimarães Lima - Região Praia
Pe. Antônio Robério Martins de Queiroz - Região Serra
Pe. Arildo Silva Castro - Região Sertão
Pe. José Francisco de Sousa - Região Metropolitana 1
Pe. Francisco Adair Ramos de Abreu - Região Episcopal 2
Pe. Luís Fernando Martins Cabral, MSC - Região Episcopal 3
Mons. Antônio Souto Ribeiro da Silva - Vigário Geral da Arquidiocese

Assessores
Francisco Antônio Ferreira de Almeida
Maria Mônica Pimentel Pinto
Ir. Terezinha das Neves Cota, RC
Pe. Manfredo Araújo de Oliveira

Organismos e Articulações
Ana Lourdes de Freitas - CEBs
Alessandra Pereira da Silva - COMIDI
Francisco Silva Furtado - Articulação da Catequese
José Roberto Matos Cabral - CDPDH (Centro de Defesa)
Maria José de Oliveira - Conselho de Leigos
Maria Inês Viana Silva - Cáritas Arquidiocesana
Pe. Francisco Ivan de Souza - Coordenador de Pastoral
Pe. Alderi Leite de Araújo - Coordenador do Diaconato Permanente
Pe. Piter Mc Carthy, C.Ss.R - CRB - Núcleo Fortaleza
Pe. Antônio G. Medeiros Filho - Delegado da AEC

Delegados da Região Praia
Pe. Aldenor Bezerra Torres
Ir. Antônia Maria Alves de Sousa, IMSM
Pe. Antonio Aécio Estevão de Sousa
Elisbão Ribeiro Rodrigues
Pe. Francisco Macerlândio Teixeira Gomes
Ivonete Elias da Costa
Diác. Josieldo da Silva do Nascimento
Luiza Ferreira de Oliveira
Maria Erivan Ferreira da Silva
Maria Regiane Silvestre Muniz
Pe. Moacir Cordeiro Leite
Pe. Raimundo Nonato da Silva

Delegados da Região Serra
Pe. Antônio Raimundo de Souza Rodrigues
Francisco Dalber da Silva
Pe. Francisco Rodrigues de Souza
Iranilda Felipe dos Santos
Isabel Cristina
Pe. José Eudázio do Nascimento Cruz
Pe. José Maria Cavalcante Costa
Pe. Josileudo Queiroz Façanha
Pe. Luiz Alberto Chaves Freire
Pe. Marcos Antonio de Oliveira
Maria Neide de Castro Bezerra
Maria Pastora de Jesus Simeão Nascimento
Maria Tânia de Sousa Lopes
Rita Célia Silva Rodrigues

Delegados da Região Sertão
Ângela Maria Barroso da Silva
Antônio Fábio Uchoa Soares
Pe. Dimas Gonçalves Lima
Pe. Francisco das Chagas Soares Rodrigues
Pe. Francisco José dos Santos Chaves
Frei João Amilton dos Santos, OFM
Lucivângela Luz de Sousa
Maria Oscarina Marques Araújo
Selma Maria Ferreira

Delegados da Região Metropolitana 1
Pe. Clairton Alexandrino de Oliveira
Clara Maria França de Paula
Francisca de Carvalho Feitosa
Pe. Francisco Bezerra do Carmo
Pe. Francisco Geovane Saraiva Costa
João Albuquerque Rocha Filho
Pe. José Álvaro Campos Vieira
Joselita Maria de Castro
Maria do Socorro de Matos
Maria Elenise de Sousa Mesquita
Maria Inês Pinto Bessa
Maria José Colares Guerra
Onilda Carneiro de Azevedo
Pe. Raimundo Nonato de Oliveira Neto
Tiago Monteiro Sousa
Pe. Virgínio Asêncio Serpa

Delegados da Região Metropolitana 2
Alexandrina Maria do Nascimento Soares
Antonieta Oliveira Alves
Pe. Antônio Alves de Lima
Bruno Bergman Vasconcelos Carvalho
Daniela Carneiro Lopes
Pe. Edmilson Mendes Menezes
Pe. Emílio José Castelo Ferreira
Pe. Fernando Antônio Carvalho Costa
Pe. Flávio Lima da Silva, SDS
Francisca Irlia Alves Pessoa
Francisca Moreira Campos
Frei Francisco da Cruz Oliveira, OFMcap
Pe. Glailson William Ribeiro do Nascimento
Isabel Cristina Pereira Lima
Isaura Pereira da Silva
Pe. João (John) Keeling, C.Ss.R
Pe. João Bonifácio dos Santos, CM
Frei José Alberto Moreno Carrillo, OAR
José Eudásio Evelino Pinheiro
Pe. José Soares Teixeira
Pe. Manfred Knossalla
Manoel Lima de Oliveira
Pe. Marcos Mendes de Oliveira
Maria de Fátima Neris
Maria de Fátima Vasconcelos
Maria Eridan Rodrigues Queiroz
Maria Jucileide Vasconcelos Cronenberger
Marta Angelina de Carvalho
Pe. Miguel Batista de Morais Neto, SCJ
Pe. Rafhael Silva Maciel
Raimundo Renato Mesquita
Pe. Sebastião Sá Lima
Sônia Mara Gomes Costa
Pe. Tarcísio Pereira de Paiva, SCJ
Vera Lúcia Oliveira de Pontes
Pe. Watson Holanda Façanha

Delegados da Região Metropolitana 3
Ademir Alberto Brandão Gomes Lourenço
Pe. Agnaldo Gomes Batista, SDN
Aila Maria Luciano Pereira
Aila Maria Santos Lima
Alex de Brito Sátiro
Pe. Antônio Alves de Souza, MSC
Pe. Antônio Lauri Oliveira de Souza, CSJ
Pe. Carlos Alberto Monteiro de Andrade
Pe. Daniel Morais de Sousa
Darlyane Farias da Silva
Deusdeth Alves de Lima
Pe. Eduardo Fabrício Damasceno Cruz, INJ
Pe. Eliomar Ribeiro de Souza, SJ
Fernanda Gonçalves de Sousa
Francisca Soares Pérsico
Francisco Carlos Ferreira Lima
Pe. Francisco de Assis Filho
Francisco Laedilson Macedo do Nascimento
Pe. Gilson Marques Soares
Glaubércio Valentim da Silva
Pe. Jairo Gallego Salazar, CJM
Pe. João Bosco de Sousa Leite
José Cardoso Nunes
Pe. José Ferreira de Mesquita
Pe. Luiz Gonzaga Furtado Neto
Maria Socorro dos Santos
Pe. Oliveira Braga Rodrigues
Rozângela Severiano Paiva

Outros
Júlio César Pereira de Pontes - Delegado dos Seminaristas da Arquidiocese
Diác. Paulo Rodrigues da Silva - Diácono Permanente
Pe. Pietro Luiz Sartorel - Diretor do ICRE
Francisco Darthanan Ribeiro - Ecônomo da Arquidiocese
Vanda Martins Pereira - ESPAC
Teodoro Darc da Silveira - FAMEC (Fórum dos Mov.Eclesiais)
Mons. Francisco Manfredo Thomaz Ramos - ITEP
Francisco Vladimir Lima da Silva - Pastorais Sociais
Francisco Ernande Arcanjo Silva - Pastoral da Juventude
José Moreira - Pastoral Familiar
Oscarina Maria Silva Andrade - Pastoral Familiar
Andréa de Carvalho Blum - Pastoral Vocacional
Pe. Antônio Almir M. Oliveira - Reitor do Seminário de Filosofia
Pe. José Benício Nogueira - Reitor do Seminário Propedêutico
João Augusto Stascxak - Pelo Secretariado de Pastoral
Miguel Arcanjo Fernandes Brandão - Secretário Executivo
Pe. Francisco Antônio Francilêudo - Seminário Arquidiocesano de Teologia

Sem comentários »

Palavras de encerramento de Dom José Antonio Tosi Marques na 19ª Assembléia de Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza.

Dom José Antonio finalizou a Assembléia com palavras animadoras e agradecendo a Deus por conceder a sua graça. “Toda a graça de Deus em nos ajudar a chegarmos aqui com todo o esforço com uma só alma, um só espírito. A graça de nos dar luzes, clareza e estimulo para chegarmos a esses resultados. Quero também dar graças a Deus a todas as pessoas que são instrumentos e buscam ser Igreja”.

Dom José Antonio também agradeceu a todos aqueles e aquelas que serviram para termos uma boa Assembléia. Agradeceu, ainda, não só a quem contribui estando aqui, mas também àquelas pessoas que, mesmo em seus lugares, ajudaram de alguma forma no processo desta Assembléia. “Quero agradecer às pessoas que limparam o chão, os banheiros, as salas e preparou todo o bem estar da Assembléia”. E finalizou dizendo “Essa Assembléia não se encerra agora, pelo contrario, ela começa”.

A 19ª Assembléia de Pastoral concluiu seus trabalhos nesta manhã do dia 21, domingo, com o lançamento do decreto sobre Projeto do Dízimo para a Arquidiocese, realizado pelo senhor arcebispo, Dom José Antonio. Esse Projeto é resultado de vários anos de pesquisas e consultas durante dois anos.

Os participantes saem animados com as três prioridades assumidas a serem vivenciadas pelas paróquias, áreas pastorais, movimentos e pastorais: Formação – Missão – Família e Juventude.

A 19ª Assembléia de Pastoral foi realizada no Centro de Pastoral “Maria, Mãe da Igreja”. Na avaliação, os participantes avaliaram como positivo a realização da Assembléia aqui em Fortaleza.

OBJETIVO GERAL DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA

“Evangelizar a todos para construir comunidades que reafirmem sua adesão à pessoa e à missão de Jesus Cristo libertador, na sua paixão pelo pai e pelos pobres, edificando, a serviço do resgate da dignidade humana, numa igreja samaritana, em que todos sejam sujeitos de uma nova história, a caminho do Reino definitivo”.

Sem comentários »

Acabaram de ser definidas as três prioridades para a ação Pastoral da Arquidiocese para os próximos anos.

Acabaram de ser definidas na 19ª Assembléia de Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza as três prioridades para a ação Pastoral da Arquidiocese para os próximos anos, são elas:
- Formação
- Missão
- Família e Juventude.

Os grupos nesse momento estão planejando as ações de cada prioridade.

A programação de amanhã dia 21 – Domingo, será:

08h00: Ofício da manhã
08h30: Apresentação das propostas de ação
09h30: Comunicações, avaliação
10h00: lanche
10h30: Promulgação do Projeto do Dízimo.
11h00: Celebração de encerramento da Assembléia.
11h30: Almoço de confraternização.

Contato: 3388.8703

Sem comentários »

Aprovado o Novo Objetivo Geral da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Fortaleza

OBJETIVO GERAL DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA

Evangelizar a todos para construir comunidades que reafirmem sua adesão à pessoa e à missão de Jesus Cristo libertador, na sua paixão pelo Pai e pelos pobres, edificando, a serviço do resgate da dignidade humana, uma Igreja samaritana, em que todos sejam sujeitos de uma nova história, a caminho do Reino definitivo.

Sem comentários »

Resumo da manhã - Dia 20.10.2007

Depois do momento inicial: acolhida, oração do dia, os participantes iniciaram as votações.

Nesse momento os participantes votam para a definição do OBJETIVO GERAL. Durante o dia de ontem a assembléia definiu continuar com o mesmo o objetivo anterior, porém, como emendas. As emendas foram trabalhadas nos grupos e hoje a equipe de secretaria – digitação, realizaram a síntese dos resultados e a assembléia votou sobre a mesma.

Logo mais daremos noticias sobre o resultado da votação.

Sem comentários »

Apreciação de Pe. Almir sobre a Assembléia

BALANÇO DO PRIMEIRO DIA DA ASSEMBLÉIA

Pe. Almir Magalhães

Fazendo um ligeiro balanço do primeiro dia de nossa Assembléia Arquidiocesana de Pastoral, percebi um clima de muita maturidade e positividade.
Em primeiro lugar o destaque vai para o trabalho dos assessores como também das reações dos participantes; por este primeiro dia se deduz que paira uma atmosfera que aponta para um anelo de uma Igreja que precisa se renovar e que quer se comprometer com a vida.
Fato que merece destaque, é a sintonia que apareceu durante todo o dia com a Conferência de Aparecida e seu respectivo documento.
Esta relação com o referido documento, nos faz lembrar a necessidade de enfrentarmos o grande desafio da renovação eclesial, para que as grandes questões ontem levantadas possam ser assumidas. O Documento de Aparecida, não poucas vezes toca neste assunto; sobretudo quando reflete sobre a Paróquia:

- Para a sua renovação se exige a reformulação de suas estruturas (DA nº 172);
- Que a renovação das Paróquias exige atitudes novas dos párocos e dos sacerdotes que estão a serviço delas (DA, nº 201);
- Que uma Paróquia, comunidade de discípulos missionários, requer organismos que superem qualquer tipo de burocracia (DA, nº 203);
- Que a Igreja necessita de forte comoção que a impeça de se instalar na comodidade, no estancamento e na indiferença, à margem do sofrimento dos pobres do continente e que cada comunidade cristã se transforme num poderoso centro de irradiação da vida cristã e que esperamos um Novo Pentecostes que nos livre do cansaço, da desilusão, da acomodação ao ambiente (DA, nº 362)
- Que nenhuma comunidade deve isentar-se de entrar decididamente, com todas as forças, nos processos constantes de renovação missionária e de abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé. (DA, nº 365)
- Finalmente, a conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária. (DA, nº 370)

Sugiro:

1. Que se elabore um programa de renovação eclesial;
2. Criação de Vicariatos que extrapolem o territorial;
3. Socializar a experiência da Paróquia de Pajuçara, que tem uma expressiva caminhada como rede de comunidades (não como modelo, mas como experiência piloto)

Sem comentários »

Artigo sobre a Assembléia de Pastoral - Pe. Almir Magalhães

ASSEMBLÉIA ARQUIDIOCESANA DE PASTORAL
Pe. Almir Magalhães *

A complexidade da sociedade moderna, a emergência do mundo urbano com seus inúmeros desafios que, sem dúvida, repercutem na evangelização e desafiam a presença da Igreja no mundo, para que ela possa visibilizar o mais que puder o Reino de Deus, do qual ela é sacramento e instrumento, exigem cada vez mais que se dê a devida atenção ao Planejamento Pastoral Participativo.
É com este olhar que a Arquidiocese de Fortaleza realiza nestes dias (18 a 21.10.07), um evento importantíssimo, a sua 19ª. Assembléia Arquidiocesana de Pastoral, como parte de um longo processo participativo distribuído em três momentos (VER a realidade, JULGAR esta realidade com critérios emanados da Bíblia, do Magistério da Igreja, da reflexão teológica e da contribuição das ciências humanas e, na fase final destes dias, o AGIR, que recapitula os dois momentos anteriores, e define o Objetivo Geral e as Prioridades Pastorais que a Igreja de Fortaleza assumirá durante os próximos anos.
Referida Assembléia se reveste de grande importância.
Em primeiro lugar, é um instrumento de comunhão e participação, na medida em que tem uma identidade circular, pois reúne os membros da Igreja que estão mais comprometidos com a sua ação, para pensar e definir comunitariamente qual o rumo da Igreja por um determinado período.
Em segundo lugar, a Assembléia é convocada para recuperar, no atual contexto, a nossa grande utopia: o Projeto de Deus e o lugar da esperança num mundo marcado pela “pós-modernidade”, que diz não a qualquer perspectiva de futuro, a qualquer horizonte mais distante, e aposta no imediato. O que vale é o aqui e agora, a “ditadura do presente”. O Planejamento rompe com esta lógica e projeta um futuro desejável.
Em terceiro lugar, uma Assembléia como esta, com caráter eminentemente pastoral, tem a sua eficácia porque, ao definir o objetivo e escolher as prioridades, busca o que mais nos desafia na evangelização, no pastoreio. Com este planejamento afirmamos que nós, Igreja de Fortaleza, não estamos improvisando, sabemos o que queremos e, acima de tudo, se constrói comunitariamente um referencial comum a ser seguido por todos (Regiões Episcopais, Paróquias, Movimentos, Pastorais, Grupos, Associações e Novas Comunidades), além de ser conteúdo obrigatório de toda a Catequese. É evidente que se respeita a diversidade dos dons, distribuídos pelo Espírito Santo para a edificação da comunidade. Lembremos, no entanto, que o mesmo Espírito, que está na base da diversidade, é o grande artífice da unidade, da comunhão, da eclesialidade.
Por fim, vem um grande obstáculo! Parece que todo o esforço desprendido nesse processo, que se concretiza num programa de evangelização, ou seja, no Plano Pastoral, tem uma vocação - a gaveta. Muitos estudiosos do assunto já se debruçaram sobre esse aspecto tão negativo, que é o desprezo que se dá ao planejamento, e buscaram suas raízes. Acredito que na base de tudo estão o individualismo, conseqüentemente, a falta de senso de eclesialidade e, também, a ausência de mediações de monitoramento. Neste sentido, a responsabilidade é da Instituição e das instâncias responsáveis pelo processo de animação da Pastoral, em todos os níveis da Igreja.
Aqui temos duas opções: ou capitular diante do individualismo exacerbado da nossa sociedade, negando a tradição comunitária da nossa Igreja com fundamentação na TRINDADE, ou assumir esta tradição com toda sua autenticidade, negando o individualismo..Quando essa desvalorização do Planejamento e do Plano Pastoral acontece, cada um vai fazendo por si, com muito empenho e boa vontade, mas sem rumo, ao sabor do modismo, da improvisação, da repetição, ainda que se acredite na força de convocação da Igreja. O pior mesmo é quando se desconhece aquilo que foi construído com tanta dignidade.
Faço minhas as palavras do Pe. Agenor Brighenti: “Para crer no planejamento, é preciso que o comunitário seja mais forte que o individualismo”. Na Igreja, a arte do Planejamento vai além do seu aspecto puramente técnico. Baseia-se numa espiritualidade, numa mística, muito bem lembrada na Carta Apostólica NO INÍCIO DO NOVO MILÊNIO do Papa João Paulo II, quando trata da espiritualidade de comunhão, nº. 43: “Por fim espiritualidade da comunhão é saber ‘criar espaço’ para o irmão, levando ‘os fardos uns dos outros’ (Gl 6,2) e rejeitando as tentações egoísticas que sempre nos insidiam e geram competição, arrivismo, suspeitas, ciúmes. Não haja ilusões! Sem essa caminhada espiritual, de pouco servirão os instrumentos exteriores de comunhão. Revelar-se-iam mais como estruturas sem alma, máscaras de comunhão, do que como vias para a sua expressão e crescimento”.
Que nestes dias, estejamos atentos ao que o Espírito Santo diz à Igreja de Fortaleza.

* Pe. Almir Magalhães é Sacerdote da Arquidiocese de Fortaleza, Reitor do Seminário Arquidiocesano de Fortaleza – Filosofia.

Sem comentários »

Próxima Página »