Resultado da consulta sobre o Objetivo Geral da Arquidiocese
Tendo em vista a avaliação do Objetivo Geral e das prioridades do atual Plano de Pastoral, os novos desafios sociais, os diferentes rostos ou modelos de igreja presentes na arquidiocese, os desejos de transformação social e eclesial, a necessidade de nos configurarmos à pessoa de Jesus Cristo, o Objetivo Geral da CNBB e o Objetivo Geral do Regional Nordeste I, também, as conclusões da V Conferência, em Aparecida, os participantes da Assembléia definiram hoje essa tarde que o objetivo Geral da Arquidiocese deve continuar, mas, com emendas.
Dos 150 delegados, que participam da assembléia, 125 pessoas votaram. 41 disseram que o Objetivo Geral deve continuar o mesmo, 69 disseram que deve continuar, mas, com emendas, 9 disseram que deve ser construído um novo e 6 expressaram que se deve acolher o Objetivo Geral do Regional da CNBB.
Depois disso houve trabalho de grupo para apresentação das emendas. Os resultados dos grupos serão analisados pela coordenação da Assembléia na reunião de hoje à noite. Dela deve sair as propostas para decisão do Objetivo Geral, amanhã de manhã.
1 comentário »Reações às reflexões do VER e do JULGAR da parte da manhã – 19.10.2007
Síntese dos relatórios dos grupos 1,2,3 e 4
Reações a partir do VER:
1. Infidelidade ao Evangelho;
2. Distancia entre discurso e prática;
3. Na formação geral de leigos e padres, uns fingem que são formadores e outros que são formandos;
4. O projeto de Pastoral da Arquidiocese não chega às bases, tornando-se, assim, desconhecido;
5. Questões:
• Como tem sido nossa postura diante da conscientização dos pobres, haja vista, a situação econômica e social dos mesmos?
• Qual é o sentido, isto é, o papel da Arquidiocese para a sociedade? Como a sociedade vê a Arquidiocese?
• A Arquidiocese é missionária, samaritana ou clerical com os pobres?
• Como a Igreja, qual é sua postura diante da atual conjuntura sócio-político-econômica?
Reações a partir do JULGAR
1. Há uma consciência clericalista tanto na formação dos padres como dos leigos – há um clericalismo leigo através dos ministérios extraordinários: Comunhão e da Palavra.
2. A Igreja de Fortaleza deve assumir as prioridades que expressam a necessidade do todo.
3. Questões:
3.1 – como a Igreja vai dialogar com essa sociedade fundamentalista, racionalista e secularizada? Como ela vai acolher aquilo de positivo que essa mesma sociedade tem?
3.2 – como fazer para tornar as pessoas verdadeiras discípulas e missionárias de Jesus?
3.3 – sobre a Pastoral Orgânica: como os diversos grupos, movimentos, pastorais, assumem o Projeto de Pastoral da Arquidiocese? Qual o seu espaço?
3.4 – A Arquidiocese de fortaleza só vai atingir o objetivo do Projeto de Pastoral quando o mesmo for assumido por todos.
3.5 – devemos aprender a ser missionários e discípulos de Jesus Cristo.
Síntese dos relatórios dos grupos 5, 6, 7 e 8
1. Observa-se que diante dos aspectos históricos onde usamos de boas palavras e não se percebe uma ação concreta na evangelização de nossa Igreja, nos faz perceber uma problemática de ordem metodológica, pois nossas ações já não acompanham o tempo e já não respondem as inquietações de nosso povo.
2. Assim, devemos buscar um novo método que busque responder ao novo modelo de Igreja, não o modelo que queremos, mas a Igreja de Jesus Cristo de forma Orgânica, sendo corpo vivo desta ação evangelizadora.
3. Ação que possua uma formação permanente que parte da necessidade da construção de um plano de ação que evangelize de forma abrangente atingindo todas as dimensões e diversidades sociais e culturais.
4. Devemos investir numa catequese acessível tanto econômica, como física na proximidade, no oferecimento da formação e mecanismo que favoreça a diminuição da violência na juventude e no âmbito social.
5. Devemos também não perder o foco do objetivo do Plano pastoral da arquidiocese de Fortaleza.
6. Percebe-se que a dimensão sócio-político atinge a vida cristã de nossa diocese e as ações sociais, como o desemprego e a falta de educação; assim devemos traças ações da economia solidaria
7. Perceber também a inserção da Igreja nas questões ecológicas como preservação da vida para que os desafios não sejam empecilhos do florescimento de uma nova ação.
8. As informações e a presença da Igreja de Fortaleza sejam inseridas na mídia televisiva e imprensa.
Surgem algumas perguntas: como o plano pastoral pode tentar sintonizar um direcionamento para a ação comum na igreja?
Síntese dos relatórios dos grupos 10,11 e12
Reações a partir do VER:
1. Foi apresentado o rosto da realidade social claramente, mas faltou mostrar o rosto da Igreja diante dessa realidade.
2. Diante da realidade em que vivemos como vamos pautar nossa ação pastoral?
3. Como evangelizar o mundo tão globalizado e fundamentalista, diante de tanto imediatismo?
4. O assessor apresentou uma visão mais ampla, para um olhar diferente, deixou pistas para a ação evangelizadora.
5. Até que ponto nós como Igreja assumimos uma postura no dia a dia, nossa vida paroquial a missão sacerdotal e laical, na construção do Reino de Deus e responder de forma concreta aos desafios?
6. Até onde a Igreja apóia os leigos e os padres nos serviços missionários?
7. Direcionar a metodologia a ser utilizada no resgate da dignidade humana, e para as correntes de Igreja uma devocional (com adesão total) e outra voltada para o social (sem adesão). Como unificar a Igreja?
8. Como trabalhar o resgate da dignidade humana diante da disparidade social?
9. Os assessores apresentaram uma conotação diferente aos objetivos e prioridades, faz-se necessário pôr os pés no chão.
Reações a partir do JULGAR:
1. Fala-se muito da necessidade da Igreja estar voltada para os pobres, mas muitos padres estão no seu dia a dia no meio dos pobres. É necessário uma releitura do que é a “opção pelos pobres”, pois muitas vezes os pobres não fazem a opção pela Igreja. Deixam-se levar facilmente, pela imaturidade, baixa estima, e muitas por assistencialismo.
2. É necessário aperfeiçoar as estratégias e as atitudes pastorais.
3. Evangelização na periferia.
4. Diferença entre a prática e a pregação que a Igreja vive hoje.
5. Destaque para o que foi citado no Documento de Aparecida: que mostra o que é ser “comunidade nova”, metodologia para os diversos espaços formativos: padres, leigos, missionários, serviço pastoral.
6. Refletindo sobre opção: como essência cristã evangélica, mas como trabalhar, que conotação se dá, na consciência do ser da Igreja missionária.
7. Juventude: concorrência com a mídia e o shopping.
Tópicos da Reflexão de Padre Manfredo Oliveira*
Qual o sentido de uma Assembléia?
- Os discípulos de Jesus Cristo chamados a viver em COMUNHÃO : Trindade – modelo e meta da Igreja.
- Igreja Sinal sacramental – íntima união com Deus. Daqui se entende a vocação ao discipulado.
- Igreja Comunidade de discípulos e missionários. COMUNIDADE DE AMOR, cresce por testemunho e não por proselitismo.
- Igreja deve ser entendida na sua diferença e na sua unidade – na diversidade de carismas e ministérios. Os fiéis são portadores de dons para o mundo no serviço a todos.
- Iguais em dignidade, diferentes na diversidade de funções, daí ser necessária a sua organicidade de ministérios.
- Diocese: chamada a ser comunidade missionária, ir ao encontro dos que não crêem no Cristo e responder aos apelos da sociedade vive em função das pessoas e de suas necessidades.
- Diocese: não é uma comunidade onde cada um é e faz por si. Mas, é na comunhão. É a Igreja toda e não é toda a igrejas. A Igreja só existe como comunidade orgânica em toda a sua ação.
- Todos os carismas e serviços da Igreja devem se orientar no mesmo projeto missionário. A Igr. Deve se articular em função daqueles a quem a Igreja vai servir. Como vamos anunciar o Reino? Uma vez que esse anúncio implica a todos.
- UMA VERDADE FUNDAMENTAL EM TORNO DE UM PROJETO COMUM.
Qual a situação do povo a quem servimos em nossa diocese? E procurar ir ao encontro desses.
- VER:
* VIOLÊNCIA: que tem aumentado drasticamente nos últimos tempos – influi na qualidade de vida
*NOVO MODO DE PRODUÇÃO: gerador de tantos desempregos nos dias atuais
*DROGAS: influenciando diretamente nos jovens.
* SAÚDE PÚBLICA:
* FALTA DE EDUCAÇÃO: 22,2% DE ANALFABETOS (Ce)
* DISCRIMINAÇÃO E EXCLUSÃO SOCIAL
Onde se situam essas coisas? Ver tudo num quadro maior - Brasil
* Brasil: transformações de passagem do rural para o urbano – sociedade industrial.
* Projeto de modernização: sempre houve avanço tecnológico e paralelo o avanço social em outras sociedades.
* No Brasil houve momentos misturados de tentativa de democratização e ditadura (Ditadura Militar – desenvolvimentista, sob quaisquer conseqüências);movimentos de reação: democracia liberal – a função do Estado: garantia dos direitos civis. No BR os movimentos sociais tentaram um Estado de direito: direito como base – estado social (participação política e sociais – emprego, velhice, etc./ cidadania social com políticas de crescimento econômico e direitos sociais)
* Estado onde os cidadãos tenham direito a uma vida digna.
* Brasil: um híbrido paradoxal – o projeto que levou ao atual governo: projeto reformista, de acordo com a proposta do estado de direito. Projeto de mudança – tendo como centro os excluídos da sociedade brasileira.
* Na verdade não houve mudança na política macro econômica, que se contrapõe ao modelo proposto. Primazia fundamental do sistema financeiro (dívida brasileira; mini-crédito; bolsa-família; Pronaf).
* Análise de conjuntura da CNBB: continuidade da linha de governo desde Collor. Primazia fundamental do sistema financeiro. Aquecimento da economia mundial com novos gigantes, mesmo que estes tenham enormes desigualdades sociais (p.ex.: China e Índia). O Brasil precisa encontrar seu lugar no cenário mundial, passando a exportador. Custo ecológico e pouco valor de lucro agregado.
* A subordinação de todo sistema econômico ao financeiro. O sofrimento do povo tem menos importância que o sistema financeiro.
* O Brasil tem condições de unir os dois projetos: financeiro e social. O BR não país pobre, mas é um país rico – questão de ética. Impulsiona-se o capital especulativo na Bolsa de Valores.
* Dualismo político: culto aos contratos/ pagamento fiel dos juros/ apoio aos grandes proprietários/ isenções fiscais X valor dos impostos ao todo da população (sistema tributário injusto).
* Políticas públicas de inclusão: bancos públicos – empréstimos financeiros aos pobres; BNDES; cooperativas; recuperação do salário mínimo; investimentos em saneamento básico de esgoto; programas de aposentadoria. Economia Solidária: nova forma de produção, onde cada um é dono de sua produção. PROUNE. PRONASCI; PAC…
* Não há orientação de uma política que enfrente grandes questões do nosso povo. Criar uma cultura política nova: em que as pessoas entendam que a pobreza e miséria são inadmissíveis na vida humana. Que esse dado da miséria absoluta não pode ser tido como algo natural.
* A ação pastoral da Igreja de Fortaleza tem ou não olhado essas situações como interpelação de Deus. Tal como está em seu OBJETIVO GERAL. Uma Igreja da compaixão.
* Qual o rosto e perfil do VER: uma Igreja voltada para si mesma, preocupada com seus dados internos. Uma Igreja que não se volta ao povo – sinais tímidos de relação com o mundo do povo simples e pobre. Clericalismo acentuado. Ação pastoral tem primazia sobre a evangelização. Centralizada e centralizadora. Modelo fraco de comunidade eclesial. Pouca exp. Ecumênica. Crescimento de ministérios. Enormes esforços de atividades. Assistencialismo. Modelo estático. Não se prolonga no engajamento histórico (questionando os projetos). Paróquia ainda centraliza a ação pastoral. Há ares de modernidade numa cultura rural (paroquial). Espiritualidade de uma “fuga mundi”, não de fermentação da comunhão profunda com Deus, e de enfrentamento do mundo e suas mazelas.
* Algumas experiências que privilegiam a opção pelos pobres; projeto do dízimo que ganhou forças.
Para onde esse quadro nos aponta?
* Doc. de Aparecida,384: somos discípulos e missionários, trabalhando nas diversas instâncias para a dignificação do ser humano. Ter amor de misericórdia como Cristo. Exige socorrer as necessidades urgentes e procurar outras instituições para ir ao encontro dos pobres e necessitados. Procurar a justiça e o testemunho do amor.
* Padre Manfredo de Oliveira é Filósofo, Teólogo e Professor da UFC
1 comentário »Tópicos da Reflexão sobre o JULGAR - Padre Luis Sartorel
JULGAR
- Aparece a presença do Espírito de Deus nas respostas e a preocupação de todos com a Igreja de Fortaleza.
- Bastante trabalho para configurar nosso projeto ao de Jesus Cristo.
- Julgar, não é só um olhar crítico, mas tendo o Evangelho Como base ( pistas para programá-lo e o sonhar de uma Igreja que seja cada vez mais semente do Reino).
- Sonhar com aquilo que só será completo no reino. Aqui damos os alicerces para se chegar lá.
Sobre o Modelo de Igreja:
* A necessidade de mudança e renovação. Conceito de evangelização. Alguns têm a tendência de achar que esta é um voltar-se para si mesmo, que pode cair num devocionalismo e num pietismo, uma fé cega e perda da razão, num espiritualismo desencarnado (DA, 12). Pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, aonde a fé vai se desgastando em mesquinhez.
- Evangelização: ação de conjunto, atitudes pessoais, estruturas eclesiais, revitalização das paróquias que inclua a todos na rede de comunidades.
- Acolher bem as pessoas que se aproximam; dar-lhes uma comunidade de base; equipes que possam ajudar na acolhida – até supra-paroquiais.
- Organização da evangelização a partir da periferia, que dá atenção às comunidades rurais e mais pobres.
. Dialogante, leigos e suas competências – até o consenso.
. Juventude e todas as problemáticas que lhe são próprias.
. INCLUSÃO. Respeito à dignidade do ser humano. Influências negativas dos “Mass
Media”.
- Construção de uma política justa e digna
- Ter ação de Jesus Cristo como base e Centro da Evangelização para construir o Reino hoje (DA,18).
- Partilha fraterna entre pessoas, paróquias e comunidades, aproveitando todos os dons.
COMO TRABALHAR TUDO ISSO?
- Necessidade de fazer crescer em nós o profetismo de denunciar tudo o que fere a dignidade humana. Fortalecer a opção em favor dos pobres e ir ao seu encontro (DA, 128;391-2).
- Opção pelos pobres – implícita na fé cristológica. Quem não faz esta opção tem uma “fé incompleta”. Ver no rosto dos irmãos sofredores o rosto do Cristo sofredor (394-9).
- Vencer os nossos medos: a coerência de vida que gera credibilidade. Muito trabalho para ser uma Igreja samaritana, valoriza o serviço da mulher, dialoga, promove a paz, etc (o que acontece com algumas das Pastorais Sociais, em suas parcerias e esforços).
- Igreja terna e misericordiosa, que vivem da Palavra e da Eucaristia.
- Fortalecer a nossa unidade, cada um tendo sua especificidade, mas os setores vivam uma pastoral de conjunto/orgânica. Divulgar o Plano Pastoral, procurar vivê-lo na atividade de cada pastoral, movimento…
MISSÃO
- Fé em Jesus Cristo com compromisso e missionariedade: comprometer-se com a proposta de Jesus. Despojamento como primeira atitude do missionário.
- Evangelização metódica e capilar na adesão a Cristo, indo a todos, aos pobres, e aí viver a solidariedade. Para que os pobres e camponeses sintam a proximidade da Igreja.
- Salto de qualidade na vivência cristão do povo. Recuperar o que se perdeu, anunciar o que deve ser anunciado. Construir junto a acolhida e a partilha.
- Missão deveria fazer parte normal das atividades da Igreja particular.
- Diálogo religioso/ ecumenismo: não como perigo de perder a fé, mas estímulo de entender o que se é, conhecendo o diferente. Que o sectarismo e o fundamentalismo tomem contar do nosso agir como Igreja.
- Trabalhar os valores éticos e experiências das gerações.
- Tolerância e respeito de opiniões nas várias tendências de teologia que se tem na Igreja (RCC, etc). “Ecumenismo dentro da Igreja”.
- Parcerias com instituições sociais, no cuidado e respeito pela natureza e pela vida.
FORMAÇÃO
- Ponto recorrente no julgar, que traz uma pergunta: quem vai realizar tudo isso dos sonhos e propostas?
- Formação para padres, diácono e leigos – desafio enorme. Todos devem ser preparados para responder á sociedade moderna e seus questionamentos.
- Formação permanente, encontrar meios que garantam essa formação sistemática.
- De diversas formas se acentuou o papel do padre na comunidade. Daí o desafio de qualificar os padres.
- Aspectos que fazem parte da formação:
* Humana: relação de poder, entre outros.
*Espiritualidade profunda.
* Teologia consistente e atualizada aprofundada ITEP/OCRE/ESPAC.
* Formação bíblica
*Grupos de reflexão do Evangelho e revigorar um amor pela Bíblia.
* DA, 11: não é de grandes programas e estruturas. Homens e mulheres novos, que encarnem o espírito de Jesus e de seu Reino.
* Padre Luís Sartorel é Diretor do Instituto de Ciências Religiosas - ICRE
Sem comentários »Resumo da manhã - dia 19.10.2007
Trabalho em grupo.
Nesta manhã os participantes da 19ª Assembléia de Pastoral estiveram reunidos em grupo. Nos grupos fizeram um analise das falas dos dois assessores, Padre Manfredo de Oliveira e Padre Luís Sartorel, que pela manhã palestraram sobre os resultados dos momentos VER e JULGAR.
Os participantes refletiram sobre as falas dos assessores e conseqüentemente, sobre as comunidades, paróquias, áreas pastorais, pastorais sociais, movimentos e diversos grupos de nossa Arquidiocese. A questão social, os problemas ligados à vida do povo, como violência (segurança pública), desemprego, drogas, saúde publica, educação, desigualdade social, família, dentre outros.
As reflexões são muitas. A Igreja da Arquidiocese nesse momento está preocupada com a Evangelização do povo de Deus, nas mais diversas situações. Os padres, leigos, bispos (todos “discípulos e missionários de Jesus”) têm a intenção de pensar, refletir e planejar as ações pastorais.
A assembléia está sendo construída desde seu início de forma participativa. Ainda não está definido se deve continuar com o atual objetivo geral ou se definirá um outro.
No inicio dos trabalhos foi distribuído uma “folha de consulta” aos participantes para tal definição. A “folha de consulta” sinaliza para que se tenha em vista a avaliação do Objetivo Geral e das prioridades do atual Plano de Pastoral, os novos desafios sociais, os diferentes rostos ou modelos de Igreja presentes na Arquidiocese, os desejos de transformação social e eclesial, a necessidade de nos configurarmos à pessoa de Jesus Cristo. Tenha-se em vista, também, o Objetivo Geral da CNBB e o Objetivo Geral do Regional Nordeste I e as conclusões da V Conferência, em Aparecida.
O clima é bom, todos estão reunidos como irmãs e irmãos. Diversas equipes de trabalho fazem com que a Assembléia seja um espaço de comunhão e fraternidade na busca de planejar e orientar os trabalhos nas comunidades.
Como diz Padre Cabral, Vigário Episcopal da REM 3: “Somos ‘delegados e delegadas’ representando nossas comunidades, por isso, temos que estar aqui pensando naqueles a quem queremos servir. Que tenhamos aqueles a quem nós queremos servir, os pobres, como os protagonistas dessa Assembléia”.
Participe do Blog, participe da Assembléia deixando seus comentários, observações e contribuições.
Contatos: Pascom 3388.8703
Sem comentários »Memória da última assembléia: Miguel Brandão
Miguel Brandão fez uma pequena retrospectiva da caminhada da arquidiocese desde a ultima Assembléia de Pastoral.
Há exatamente 6 anos, de a 18 a 21 de outubro, coincidentemente de quinta-feira a domingo, realizamos a 18ª Assembléia arquidiocesana de Pastoral. Nesta assembléia construímos e aprovamos o Objetivo Geral e as Prioridades Pastorais, em vigor até agora. Os passos subseqüentes da construção do Plano Pastoral foram dados nas Assembléias das Regiões Episcopais e nas reuniões do Conselho Arquidiocesano de Pastoral. Em 2003 o Plano foi finalmente aprovado e publicado. O arcebispo, ouvindo o conselho Pastoral, criou para cada prioridade uma comissão arquidiocesana, para animar as respectivas prioridades, naquilo que fugia ao alcance das Regiões Episcopais.
Passos mais importantes dados pelas Comissões, nesses anos:
•Na Prioridade Formação: os curso de Teologia Popular, Fé e Política, e sobre o Batismo, para os agentes de pastoral das Regiões episcopais.
•Na Prioridade Pastoral Social, a comissão foi acoplada à Comissão do Mutirão para superação da Miséria e da Fome. A comissão fez cinco visitas a comunidades bem pobres, com a indicação e presença do respectivo Vigário Episcopal e da coordenação da Região. Foram visitadas as comunidades do Serviluz (REM 1), as do Sossego e da Cigana (REM 2), do Barroso (REM 3), do Açudinho (Sertão). Estas visitas tinham o objetivo de iniciar um despertar da comunidade para se organizar e enfrentar seus desafios.
•Na Prioridade Economia Solidária e Dízimo:
criação e regulamentação do Fundo de Sustentação dos Presbíteros;
aprovação e promulgação pelo senhor arcebispo do Projeto do Dízimo na Arquidiocese.
Palavra de Dom José Antônio
Alguns tópicos assinalados na Palavra de Dom José Antônio por ocasião da abertura da Assembléia de Pastoral:
. É com alegria que nos reunimos em assembléia após o processo de reflexão, percepção e julgamento em nossas regiões e paróquias. É o momento de realização de tudo que a Igreja faz desde o início da caminhada da Igreja, escutando o que Jesus nos diz: “Eis que estarei convosco até o fim”.
. È no espírito de Deus que nossa assembléia se reúne. Somos o povo de Deus aqui representando, como delegados, as diversas comunidades de nossa arquidiocese.
. O objetivo é viver mais coerente a missão, à luz do Espírito Santo.
. Numa sintonia com a Conferência de Aparecida e a Assembléia do Regional somos chamados a abrir nosso coração às luzes do Espírito de Deus para chegarmos no final, com as decisões tomadas dizendo como os primeiros discípulos disseram: “Pareceu bem a nós e ao Espírito Santo” (Atos 15, 28).
. Agradecemos a Deus e a todas as pessoas que nos fazem estar aqui, Vamos nos abrir à ação de Deus, ao amor a Deus e aos irmãos. Que a luz de Deus possa nos iluminar, para que, nesse processo comunitário, nosso Senhor Jesus Cristo nos ajude a colocar todas as nossas energias para fazer uma boa assembléia.
Sem comentários »Acolhida e credenciamento
Na noite de ontem, quinta-feira, começou, com alegria, no Centro de Pastoral, “Maria, Mãe da Igreja”, a 19ª Assembléia Arquidiocesana de Pastoral com a acolhida dos representantes das regiões episcopais, pastorais e organismos.
Às 18 horas deu-se início à Assembléia com um jantar. Em seguida os participantes subiram para o auditório para a oração do Ofício Divino das Comunidades. A Assembléia rogou, então, a Deus pelas paróquias e comunidades, para que animadas com a força do evangelho possam assumir a opção preferencial e evangélica pelos pobres e acolher as decisões que forem aqui tomadas.
Sem comentários »Iniciará logo mais às 18h30min a 19ª Assembléia de Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza.
A Assembléia acontecerá no Centro de Pastoral “Maria, Mãe da Igreja”, na Avenida Dom Manoel, nº. 339. Centro – Fortaleza – Ceará. A Assembléia de Pastoral tem como objetivo dar continuidade ao processo de Planejamento Pastoral, sendo assim um momento decisivo no processo que já vem sendo desenvolvido há dois anos nas regiões episcopais, paróquias, áreas pastorais, comunidades e pastorais. É também um momento de avaliar a caminhada eclesial na busca de orientações e definições para a missão da Igreja particular da Arquidiocese de Fortaleza.Na 1ª etapa foi trabalhado o VER na 2ª o JULGAR.
Nesta assembléia será definido o novo objetivo geral, as prioridades e propostas da ação evangelizadora de nossa arquidiocese.
A programação de hoje será:
17:00 – Credenciamento;
18:00 – Jantar;
19:00 – Acolhida, apresentação e animação;
19:30 – Ofício de abertura;
20:00 - Palavra de abertura;
20:15 – Memória desde a última Assembléia;
20:45 - Orientações para Assembléia;
21:30 – Encerramento dos trabalhos.
Aqui no Centro de Pastoral, Maria Mãe da Igreja, o clima de preparação é muito bom, sendo também um processo rico de aprendizado no trabalho coletivo das diversas equipes de serviços.
Está sendo preparado com muito carinho toda a infra-estrutura do local, como: pastas; crachás; livros de cânticos e celebrações; alimentação; informática e comunicação; dentre outras.
Pela manhã já esteve conosco o Bispo Auxiliar de Fortaleza Dom José Luis Salles que além de pensar muito sobre a metodologia, infra-estrutura, também coloca a mão na massa. Hoje ele organizou todos os livros de celebrações, carregou cadeira e suou muito.
Marta, Janayna, Rosélia, Hilda, Miguel, João Augusto, José Maria, Dona Socorro, Leonardo, Sr. Raimundinho, Chiquinho, Wilton estão a mil na organização. Além dos voluntários: Ernandes, Fernanda, Vladimir, Diego, Cleiton e Suely.
Brincadeirinha:
A correria é tanta que hoje pela manhã o Miguel Brandão acostumado com o subsolo da catedral foi parar lá… Quando se deu de conta já estava todo atrapalhado no estacionamento procurando uma vaga… Daí lembrou “meu Deus! Não é mais aqui, agora é no Centro de Pastoral”… Cuidado Miguel você pode pagar mais caro o estacionamento.
Equipe de Comunicação da 19ª Assembléia de Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza
Marta Maria Andrade
Janayna Gomes
Francisco Vladimir
Padre Gilson Soares
Programação
Dia 18 (quinta-feira)
17:00 – Credenciamento.
18:00 - Jantar
19:00 – Acolhida, apresentação, animação,
19:30 – Ofício de abertura
20:00 - Palavra de abertura
20:15 – Memória desde a última Assembléia
20:45 - Orientações para Assembléia
21:30 – Encerramento dos trabalhos.
Dia 19 (sexta-feira)
07h30: Chegada e acolhida
08h00: Ofício da manhã
08h30: Reflexão sobre o VER - Pe. Manfredo
09h15: Reflexão sobre o JULGAR - Pe. Luiz Sartorel
10h00: intervalo
10h30: Trabalho em Grupos
Primeiro momento: Reações à fala dos assessores;
Segundo momento: Folha de Consulta - reflexão em grupo e resposta individual.
12h00: almoço
14h00: Ofício da tarde
14h15: Plenária das reações dos grupos.
15h00: Horizontes (AGIR) do Documento de Aparecida para a caminhada pastoral da Arquidiocese de Fortaleza - Dom José Antonio
15h45: Resultado da consulta e orientação para Construção do Objetivo Geral.
16h00: lanche
16h30: Trabalho de grupo
17h30: Missa
19h00: Reunião da Coordenação e assessores
Dia 20 – sábado
08h00: Ofício da manhã
08h30: Apresentação, discussão e votação do objetivo geral.
10h00: lanche
10h30: Motivação para escolha das Prioridades da Arquidiocese (Ir. Teresinha Cotta)
10h50: Orientação para o trabalho em grupos.
11h00: Trabalho em grupo: indicação de duas prioridades e duas propostas de ação para cada prioridade.
12h00: Almoço
13h00: Reunião dos secretários e coordenação
14h00: Ofício da tarde
14h15: Apresentação, discussão e votação das prioridades (3).
15h00: Apresentação, discussão e votação das propostas de ação.
15h45: lanche
16h15: Trabalho em grupo - Encaminhamento das Propostas de ação de cada Prioridade: Quem? Como? Quando? Com que recursos?
17h30: Missa
Dia 21 – Domingo
08h00: Ofício da manhã
08h30: Apresentação das propostas de ação
09h30: Comunicações, avaliação
10h00: lanche
10h30: Promulgação do Projeto do Dízimo.
11h00: Celebração de encerramento da Assembléia.
11h30: Almoço de confraternização.